
Tudo indicava mais uma prorrogação no mata-mata da Copa do Mundo. Mas, no apagar nas luzes do tempo normal, a sorte sorriu para a Espanha. Vitória por 1 a 0 na tarde desta segunda-feira (6), em Dallas. A Fúria está nas quartas da Copa do Mundo.
O único gol do jogo foi marcado nos acréscimos. E com a estrela do técnico Luis de la Fuente. Ferran Torres e Merino saíram do banco para dar assistência e fazer o gol que decretou a última dança de Cristiano Ronaldo com Portugal.
O adversário na próxima fase será a Bélgica, que despachou os Estados Unidos por 4 a 1, em Seattle. A partida das quartas de final acontece na sexta-feira (10), às 16h, em Los Angeles.
Primeiro quarto bom, segundo nem tanto
O jogo começou em uma rotação bem alta, mas com a Espanha em leve vantagem, ocupando um pouco mais o campo adversário. E a primeira chance já foi bem clara: aos 8, Oyarzabal foi acionado cara a cara com o goleiro Diogo Costa. Em posição legal, ele perdeu uma grande chance, chutando rasteiro, à esquerda da trave defendida pelo goleiro.
A resposta veio três minutos depois. Bruno Fernandes recuperou, e acionou Cristiano Ronaldo em velocidade para ter a primeira chance. O craque português bateu cruzado, firme, no alto, obrigando o goleiro Unai Simón a mandar para escanteio.
Partida de alto nível significa chances de lado a lado. E Diogo Costa seguiu aparecendo. No mesmo lance, ele fez duas ótimas defesas. Primeiro, no chute de Yamal. Depois, ainda mais difícil e de mão trocada, salvou a finalização de Alex Baena.
Depois da parada para a hidratação, o jogo caiu um pouco de ritmo. Mas uma jogada "plástica" voltou a movimentar a partida. De novo em jogada de Bruno Fernandes, que cruzou da direita, e João Felix apareceu no segundo pau para escorar para o meio. Cristiano Ronaldo estava bem posicionado, mas Unai Simón fez uma belíssima ponte para evitar a finalização.
Portugal foi quem teve as melhores chances antes do intervalo. Minutos depois, ficou no quase mais uma vez. Nuno Mendes recebeu após cobrança de escanteio curta, puxou para dentro e mandou uma paulada. A bola desviou na cabeça de Pedro Porro antes de atingir com muita força o travessão. A Espanha escapou duas vezes antes do intervalo.
Banco decide para a Espanha
A volta para a segunda etapa foi mais corrida. E, numa dessas jogadas pelos lados, um prejuízo enorme para Portugal. O lateral-esquerdo Nuno Mendes, que fazia ótima partida nas duas extremidades do campo, se machucou e precisou deixar o campo para a entrada de Semedo.
Coincidência ou não, a Espanha melhorou. E passou a ocupar mais o campo português. Mas sem necessariamente criar chances muito claras de gol. Característica do time de Luis de La Fuente: rodou, rodou, rodou a bola. E ficou nisso até a nova parada para hidratação.
Na volta, a Espanha voltou a ensaiar uma pressão. No lance imediato ao retorno, Yamal bateu uma falta com muito perigo. Na sequência da pressão, a zaga afastou errado e por pouco não marcou contra, mandando para escanteio.
No fim, tudo se encaminhava para uma prorrogação. Mas brilhou a estrela de Luis de La Fuente. A jogada foi tramada por dois jogadores que saíram do banco. Ferran Torres deu a assistência, e Mikel Merino fez o gol que decretou a classificação da Fúria. O sonho do bicampeonato segue vivo.



