
De forma precoce, o Brasil está eliminado da Copa do Mundo. A única seleção pentacampeã foi superada pela Noruega, país que vive período de ascensão no futebol. Haaland fez os dois gols da classificação e deve ser lembrado como o carrasco brasileiro em 2026.
O fracasso nos Estados Unidos leva à maior seca de títulos mundiais. Na Copa de 2030, o Brasil completará 28 anos desde a conquista na Coreia do Sul e no Japão, em 2002.
Além disso, a eliminação também marca o fim de ciclo de jogadores importantes da Seleção nos últimos tempos. Neymar, por exemplo, terá 38. Talvez por isso já se antecipou. Minutos após a eliminação, falou em fim de ciclo à GE TV:
— Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui — declarou Neymar, em entrevista à GE TV, fazendo referência à sua estreia pela Seleção, em 2010, no MetLife Stadium, palco da eliminação diante dos noruegueses.
Principal nome do futebol brasileiro há pelo menos 15 anos, o camisa 10 do Santos disputou quatro vezes a competição e teve o melhor desempenho na primeira, em 2014. Depois, enfrentou problemas físicos que não o deixaram chegar nas melhores condições em 2018, 2022 e, principalmente, em 2026.
Fim da linha para experientes
O término do ciclo para Neymar também é o encerramento do período para outros jogadores. Também com 34 anos, Casemiro já vive os últimos anos da carreira, tanto é que deixou o futebol inglês e deve assinar com o Inter Miami, dos Estados Unidos.
O volante estava suspenso e não enfrentou a Bélgica, em 2018. Quatro anos depois, foi titular na queda para a Croácia. O jogador deixa a Seleção com três Mundiais no currículo.
Criticado antes do torneio começar e contestado nas últimas Copas, Danilo é outro que fica marcado pela eliminação. É outro que encerra a passagem na Seleção Brasileira com três Mundiais.
Em busca da última chance
Há dois jogadores do elenco que também serão alvos de críticas, mas não devem desistir de estar na quarta Copa da carreira, em 2030. Alisson, por exemplo, terá 37 anos e não deve seguir como titular até lá. A questão é que a experiência do goleiro pode pesar para aparecer como segunda ou terceira opção. De qualquer forma, não faltará cobrança por parte da torcida que o culpou pelas últimas três eliminações.
Já Marquinhos, o capitão em 2026 aos 32 anos, não conseguiu ter a mesma influência que tem no PSG na Seleção Brasileira. Ele deve ficar marcado pela sequência de fracassos da equipe, principalmente por conta da liderança que teve neste Mundial e no de 2022.
A lista de "saídas" deve sair maior para daqui quatro anos, mas os principais nomes dos últimos ciclos são esses. Apesar do sucesso incontestável nos clubes em que passaram, não ficarão marcados na história da Seleção Brasileira como campeões do mundo, ao menos não como jogadores.
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