O diretor-executivo da Força Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo 2026, Andrew Giuliani, expôs nesta segunda (13) a versão do governo norte-americano sobre um dos temas mais polêmico do Mundial até agora: a anulação do cartão vermelho recebido pelo atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun.
O representante do governo norte-americano negou, em entrevista exclusiva a Zero Hora, interferência do presidente Donald Trump na decisão, mas não poupou críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pelo cartão vermelho ao atleta.
Segundo Guliani, o chefe de estado norte-americano não telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, especificamente para pedir a reversão da expulsão.
— Há que analisar o contexto. O presidente Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, conversam três ou quatro vezes por semana. Então, o fato de eles conversarem é algo normal — declarou.
Na sequência, o diretor da Força-Tarefa disparou contra Raphael Claus, utilizando uma informação inverídica.
— Esse árbitro prestou depoimento em uma investigação sobre manipulação de partidas no passado, por mostrar cartões vermelhos irregulares — disparou.

Na verdade, Claus participou em 2024 da CPI de Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas como convidado, sem que tenha havido qualquer investigação, denúncia ou suspeita contra ele.
Anteriormente, o próprio Trump já havia definido o brasileiro como "suspeito":
— Esse árbitro, que é um pouco suspeito, se você verificar o histórico dele — disse o chefe de estado norte-americano.
Defesa da CBF
Na época, Claus foi defendido pela Fifa e pela CBF: "Raphael Claus está apitando em sua segunda Copa do Mundo da Fifa, tendo estado conosco no Catar em 2022. Ele é um árbitro experiente e muito respeitado, e mantemos plena confiança nele como árbitro de confiança", disse, em nota, o chefe da comissão de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.
Já a Comissão de Arbitragem da CBF, em nota enviada ao ge.globo no início do mês, reforçou a confiança em Raphael Claus, definindo o árbitro como alguém "reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade" e que "não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita".
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