
A eliminação do Brasil contra a Noruega foi a primeira vez na Copa do Mundo de 2026 que a Seleção teve menor posse de bola durante os 90 minutos na comparação com o adversário.
Conforme a Fifa, o time de Carlo Ancelotti teve apenas 32% de posse no 2 a 1 contra os noruegueses. Os europeus ficaram 60% do tempo com a bola e 8% do tempo ela ficou em disputa.
O percentual não foi apenas o menor no Mundial deste ano, mas também em partidas da Seleção em Copas em 60 anos: plataforma Opta começou a fazer estatísticas em 1966.
Nas partidas anteriores neste ano, o Brasil havia registrado maior posse de bola do que os adversários (confira abaixo).
A postura da equipe foi criticada pelos torcedores nas redes sociais e também por jornalistas.
— O Brasil não quis a bola. Ou não quis ou não conseguiu. No final do jogo, depois das alterações, acho que o Ancelotti quis o contra-ataque. Não pode ser o Brasil com 32% de posse de bola contra a Noruega — analisou Paulo Vinicius Coelho, colunista do UOL Esporte.
Segundo o SofaScore, as menores posses em Copas são: 34% (Noruega 2x1 Brasil, em 2026), 40% (Brasil 1x1 Holanda, em 1998), 41% (Brasil 2x1 Turquia e Brasil 2x0 Alemanha, em 2002) e 43% (Brasil 3x1 Argentina, em 1982).
Percentual de posse de bola do Brasil na Copa do Mundo*
Brasil 1x1 Marrocos
- 46% para o Brasil, contra 45% do adversário
Brasil 3x0 Haiti
- 49% para o Brasil, contra 43% do adversário
Brasil 3x0 Escócia
- 51% para o Brasil, contra 42% do adversário
Brasil 2x1 Japão
- 61% para o Brasil, contra 30% do adversário
Noruega 2x1 Brasil
- 32% para o Brasil, contra 60% do adversário
Fonte: Fifa (entidade considera um percentual de bola em disputa)


