
Ansiedade, insônia, tremores, suor excessivo e irritabilidade são sintomas que podem surgir nos fanáticos pela Copa do Mundo nesta quarta-feira (8). Pela primeira vez depois de 27 dias consecutivos, não será disputada uma única partida. NO-VEN-TA E SE-IS partidas. Como não sofrer de abstinência?
Não se trata apenas de uma longa sequência interrompida. A 23ª edição do Mundial de futebol foi frenética até aqui. A maior Copa de todos os tempos entregou protagonistas, golaços, reviravoltas dia após dia. Uma, duas, três, quatro vezes em 24 horas. Uma maratona em ritmo alucinante.
Um dia sem Vini Jr., Messi, Mbappé, Kane, Yamal, Haaland, Modric. Sem craques menos cantados como Undav, Balogun, Jonathan David...
— Preparado, preparado, eu não estou. Com certeza será um dia estranho, após essas últimas semanas acompanhando os jogos de forma diária. Ainda mais já pensando na volta do Brasileirão. Com o Inter voltando a jogar, bate o desânimo — conta o advogado Eduardo Fochesatto.
Rotina alterada pela Copa
Os devotos de Copa do Mundo colocaram a vida do avesso para acompanhar um torneio disputado em quatro fuso-horários diferentes. Fochesatto passou a trabalhar em horários alternativos. E foram muitos, porque este Mundial teve o começo dos jogos entre uma da tarde e uma da madrugada.
Cada dia requeria uma logística diferente. Nada como embalar o sábado à noite com Equador e Curaçao. Ou trocar o horário da reunião para acompanhar Senegal e Iraque. Ou adiar o sono para ver o histórico Tunísia e Japão a uma da matina.
A última rodada acompanhada em duas telas com jogos simultâneos. Quem passa? Quem fica? Vai ter emoção até o final. A torcida para a acertar o bolão. Será um dia sem adrenalina.
— Durante esses dias sempre busquei ajustar minha rotina de trabalho e demais atividades de forma que pudesse acompanhar o máximo possível as partidas e as análises pós jogos — explica.
A loucura definitiva ficará para outra Copa. Ela foi evitada graças a dois gols de Haaland.
— Era uma promessa entre amigos que se o Brasil fosse para a semifinal, iríamos viajar sem ingresso mesmo e tentar por lá dar um jeito de entrarmos no estádio. Foi uma ideia ousada.
Fica, quem sabe, para 2030.
A partir de agora, ao menos no calendário, será uma Copa cadenciada. Dois jogos no mesmo dia só no sábado (11), com Noruega contra a Inglaterra, e a Suíça como desafiante da Argentina.
Quem não conseguir ficar um diazinho sem futebol tem uma opção. Ponte Preta e Criciúma jogam pela Série B, no Moisés Lucarelli. Vai encarar?
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