
Um dos grandes jogos da Copa do Mundo 2026 até aqui. Após um primeiro eletrizante, México e Inglaterra conseguiram repetir a dose na segunda etapa e entregaram uma excelente partida no Azteca na noite deste domingo (5), pelas oitavas de final.
A partida, vencida pelos ingleses por 3 a 2, pôs fim à invencibilidade dos mexicanos no mítico estádio em Copas e despachou um dos anfitriões do torneio. Os campeões de 1966, por sua vez, enfrentarão a Noruega, algoz dos brasileiros, no próximo sábado (11), às 18h, em Miami.
O jogo
O duelo entre mexicanos e ingleses de cara deu indícios que o clima da partida seria quente como uma pimenta ardente por logos 90 minutos. Isso porque logo no primeiro minuto de partida, o meia Rice foi advertido por um cartão amarelo por falta forte em Luís Romo. Logo após o lance, a Inglaterra seguiu dominante pelos primeiros 10 minutos de jogo.
Mas foi quatro minutos mais tarde que aconteceu a chance mais clara de abertura de placar. Alvarado lançou bola da direita para a área. De peixinho, Jiménez cabeceou no canto esquerdo de Pickford. O goleiro voou à la Gordon Banks na bola e salvou os ingleses, mandando para escanteio.
O jogo já tinha mudado de figura. Se nos primeiros minutos só davam os campeões de 1966, logo depois da cabeçada do atacante mexicano só deram os donos da casa, que passaram a pressionar a defesa da Inglaterra até a pausa para a hidratação.
O jogo foi retomado e o ímpeto inglês também. Aos 25, Gordon invadiu a grande área mexicana após impedir a saída de bola. Todavia, Tala Rangel defendeu com segurança e firmeza. Primeira boa chance inglesa.
O jogo seguiu muito pegado, preferencialmente no meio-campo. Mas daí a qualidade e técnica prevaleceu a vontade e bravura. Aos 36, Saka recebeu na ponta direita, limpou Gallardo e cruzou para a área. Na segunda trave, Bellingham chegou de peixinho e cabeceou para o fundo do gol. Na saída de bola mexicana, no minuto seguinte, a ampliação, de novo com Bellingham, que só empurrou para as redes após cruzamento rasteiro de Kane. 2 a 0.
O que parecia um indício de supremacia da equipe de Thomas Tuchel, transformou-se em esperança para os comandados de Javier Aguirre. Aos 42, Quiñones estufou com toda a vontade de um país a bola no fundo das redes e diminuiu. Três minutos depois, quase o empate. Novamente Quiñones, desta vez ajeitando de peito para Jiménez, que chegou chutando de primeira. A bola passou perto da trave esquerda de Pickford.
A segunda etapa
As seleções voltaram do intervalo da mesma maneira que terminaram: querendo e proporcionando aos mais de 80 mil espectadores do mítico Estádio Azteca uma grande partida de Copa do Mundo. Logo aos três minutos, O'Reilly arriscou de fora da área, mas viu a bola explodir na trave de Rangel.
O jogo que já era eletrizante desde os primeiros minutos, ganhou temperos ainda mais fortes, típicos da culinária mexicana. Quansah, lateral-direito inglês, foi esfriar a cabeça no vestiário após entrar de forma duríssima em Gallardo e ser expulso da partida.
Ter um jogador a menos não significou nada para a Inglaterra de Harry Kane, que converteu um pênalti com extrema precisão e firmeza, diferentemente de Bruno Guimarães na eliminação do Brasil para a Noruega, na tarde deste domingo (5). A marcação da penalidade ocorreu após o goleiro Rangel derrubar Gordon na grande área. 3 a 1.
Aos 20, outro pênalti, desta vez para os donos da casa. A bola foi alçada para a grande área inglesa. Ela sobrou para Gutiérrez, que cai no gramado após disputa com Kane. Raúl Jiménez mandou no canto direito, diminuiu o marcador e explodiu o estádio. O México estava vivíssimo.
Porém, os donos da casa até pressionaram até o fim dos 11 acréscimos dado pelo árbitro da partida. Foram muitas bolas alçadas, sem nenhum grande perigo para a defesa inglesa.
A sina do México de não avançar as quartas de final se estenderá até 2030.
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