
Lionel Messi, Jude Bellingham, Julian Álvarez e Harry Kane entrarão para a história porque tão forte quanto a rivalidade entre argentinos e ingleses é a certeza de que fortes acontecimentos se desenrolarão em Atlanta na tarde desta quarta-feira (15).
Sempre que Argentina e Inglaterra se encontram em uma Copa do Mundo nasce um roteiro para eternizar a partida. A partir das 16h, as duas seleções disputam um lugar na final.
O aviso também vale para o americano Ismail Elfath, o árbitro da partida. Como o alemão Rudolf Kreitlein entrou para a história ao excluir o argentino Rattín, em Wembley 1966. Excluído do jogo, o argentino não entendeu a decisão do árbitro. Ele não falava alemão, e Kreitlein não hablava. A Inglaterra venceu por 1 a 0. A confusão na comunicação fez a Fifa criar o uso dos cartões. Ninguém mais fica perdido na tradução.
Em 1986, Maradona driblou a rainha e os jogadores ingleses além de marcar um gol com a "mão de Deus". Em 1998, aquele cartão vermelho criado a partir da exclusão de Ratín foi apresentado à David Beckham, o primeiro inglês expulso em uma Copa. A Argentina avançou às quartas após o drama dos pênaltis.

Quatro anos depois, se encontraram em um grupo da morte, que contava ainda com Suécia e Nigéria. No último minuto de jogo, Beckham, o próprio, cobrou pênalti para dar a vitória aos ingleses.
É inimaginável Messi, Bellingham, Álvarez, Kane, entre outros, de fazerem algo indigno de entrar para a história.
Drama. Os dois times sofreram para chegar até aqui. Não tiveram uma única vitória tranquila no mata-mata. Sempre pela margem mínima.
As (quem diria) batalhas contra Cabo Verde, Egito e Suíça podem cobrar o seu preço no primeiro jogo contra um adversário de maior porte nesta Copa. A recuperação física foi o principal fator de trabalho durante a preparação.

— É um fator muito importante. Estamos um pouco cansados, o que é normal, com a viagem, os treinamentos, o calor. Sentimos um pouco as pernas, mas com o coração sempre se tira um pouco mais — comentou o goleiro Dibu Martínez.
Os argentinos chegam com "um tempo" a mais em campo em relação aos ingleses, contando acréscimos e prorrogação.
Fazer história desgasta. Só quem perder terá direito a descanso.
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