
Tão certo quanto a eternidade para Messi era o seu desfecho nessa Copa do Mundo. O seu domingo (19) terminaria em lágrimas. Vencendo ou perdendo a final, seria tão natural quanto o futebol ser jogado com bola, as lágrimas verterem dos seus olhos como suor na calorenta tarde de Nova Jersey. Elas pingaram pela derrota por 1 a 0 para a Espanha e a manutenção.
Não verteram de imediato quando a Espanha marcou o seu gol aos 37 segundos do segundo tempo da prorrogação. Logo que o chute de Ferran Torres encontrou a rede, a transmissão focou em Messi, porque a sempre foca em Messi quando a Argentina leva gol.
O camisa 10 arrumou a meia. Colocou as mão nas cintura. Depois, passou uma delas pelo rosto. Tinha uma árdua missão pela frente. Não conseguiu cumpri-la.
Dos seus 33 jogos espalhados por seis Copas, o deste domingo está entre os menos brilhantes. Sem eufemismo. Está entre os seus piores. A bola não chegou nele. Ele não foi até a bola. A Argentina não foi até o gol. Quando o cara de outro planeta não resolveu, os hermanos pararam.
Tanto que, com muita boa vontade das estatísticas da Fifa, Messi efetuou um "chutamento". Foi a primeira primeira finalização da Argentina na partida. O placar estava 1 a 0 para a Espanha.
Até a metade do segundo tempo, Messi tinha completado apenas nove passes em mais de uma hora de futebol. O 10º foi um recuo para o zagueiro. Nada das arrancadas em que ele flutua sobre a grama. Nem um lance desconcertante. Lances mais com cara de um Lionel qualquer do que de Lionel Messi.
A partida acabou. Em seu último jogo em Copas, Messi não resolveu. A festa espanhola corria solta. Só então caiu a ficha. Terminou. A final. Esta Copa. As Copas. Foi o momento em que as lágrimas apareceram no rosto do craque de 39 anos.
Depois de duas décadas e 21 gols, a Copa do Mundo perdeu Messi. Ou não. Como duvidar de um extraterrestre?
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