
Fica até difícil dizer se uma cidade tão apaixonada por futebol está especialmente impactada por um jogo. É que, em Buenos Aires, camiseta de time e bandeira da Argentina são basicamente vestuário e enfeite de janela. Mas não tem como negar: três anos e meio depois, a capital está na expectativa por outro final de semana interminável. A decisão da Copa do Mundo, domingo, contra a Espanha, determinará o tamanho da festa.
As lojas, claro, estão enfeitadas com a temática argentina. Como estavam também as brasileiras até Haaland decretar o fim precoce da Seleção.
O que diferencia, além da continuidade do time na Copa, é a participação popular. Mais uma vez, o povo aguarda ansiosamente pelo título. E fazem a parte deles: de cada 10 entrevistados na rua, nove preferem não arriscar um placar para a decisão porque, na cultura local, isso dá azar. Cábala, eles dizem.
As ruas, mais ainda a partir de sábado e seus banderazos, ficarão pintadas com os torcedores. Os locais e os emprestados. O efeito Messi é trazer para um país nem sempre tão querido a simpatia de quem não é rival ao extremo.
O cenário está pintado. Restará aos jogadores, em Nova York/Nova Jersey, determinar até quando vai a festa. Se ganharem, até terça vai ser tipo feriado. Se perderem, bom daí vai ser uma novidade para essa geração.
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