
A seleção da Argentina põe "panos quentes" na tensão geopolítica que envolve a semifinal contra a Inglaterra nesta quarta (15), em Atlanta.
Na entrevista após a vitória sobre a Suíça, no sábado (11), ao perceber que um repórter abordaria a histórica disputa com os ingleses pela soberania das Ilhas Malvinas, o técnico Lionel Scaloni interrompeu o jornalista.
— É uma partida de futebol. Não vamos buscar outra coisa. É um jogo de futebol, não é mais que isso — disse Scaloni, sem deixar margem para o prosseguimento do tema.
Em entrevista exclusiva a Zero Hora, o diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca, Andrew Giuliani, disse que a tensão envolvendo as Malvinas, alvo de controvérsia entre as duas nações, é um tema de observação das autoridades americanas no que diz respeito à semifinal.
— Nós obviamente analisamos a situação geopolítica em torno de cada partida e que tipo de complicações ela pode trazer por causa disso. Você mencionou uma delas especificamente (a tensão sobre as Malvinas) — disse.
O dirigente da Casa Branca disse ainda acreditar que os hooligans ingleses e os barra-bravas argentinos violentos não conseguiram entrar nos Estados Unidos.
— Vimos que os torcedores argentinos e ingleses que estiveram aqui até agora vieram para aproveitar esta Copa do Mundo, estão tendo ótimo comportamento. Alguns dos verdadeiros motivos por trás disso (do bom comportamento dos torcedores até agora) também são as ações que os governos argentino e inglês fazem por conta própria, garantindo que pessoas mal-intencionadas não tenham a oportunidade de viajar para torneios como este, como os hooligans e os barra-bravas — declarou.
Argentina e Inglaterra enfrentam-se nesta quarta (15), às 16h (horário de Brasília).
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