
Na era da intensidade, a final da Copa do Mundo 2026 será baseada na posse de bola. É, ao menos, o que esperam as finalistas Argentina e Espanha.
Este foi um dos temas das entrevistas coletivas oficiais da decisão, ocorridas na última sexta-feira (17), em Nova York, com participação dos técnicos das duas equipes, o argentino Lionel Scaloni e o espanhol Luis de la Fuente.
— Os padrões dos dois times são evidentes. Cada um, com os seus aspectos particulares, ataca por meio da bola. Nesse sentido, acredito que temos padrões parecidos. Tentamos nos fortalecer com a posse da bola e somos semelhantes nisso — opinou Scaloni.
Também presente no evento, o capitão espanhol Rodri elogiou a qualidade técnica dos dois finalistas com a bola.
— (A Argentina) É uma equipe extremamente completa, com jogadores de altíssimo nível. Sinceramente, acho que hoje somos as duas seleções que praticam o melhor futebol coletivo do mundo — declarou o atleta do Manchester City.
"As duas seleções desta final são extraordinárias com a bola"
Em entrevista exclusiva a Zero Hora, em Nova York, o ex-zagueiro inglês John Terry também projetou que a posse da bola será a marca da decisão.
Especialmente pelo calor de Nova Jersey, já que o jogo está marcado para domingo (19), às 15h no horário local (16h em Brasília).
— As duas seleções desta final são extraordinárias com a bola. A capacidade delas de manter a bola é excelente. E manter a posse de bola neste calor será muito importante — declarou o ex-defensor britânico.
A presença de dois times moldados na posse de bola na final da Copa chama atenção, em meio a um momento do futebol mundial em que ganham força times baseados na intensidade, como o PSG, bicampeão da Liga dos Campeões.
A posse de bola, aliás, é uma marca histórica do "DNA" do futebol da Espanha.
Para Rodri, o time vem evoluindo após os títulos da Liga das Nações 2022/23 e da Eurocopa 2024.
— Passamos por um processo de crescimento em que vimos a equipe amadurecer. Eu disse que essa geração iria causar impacto. O caminho para nos tornarmos campeões mundiais é o que trilhamos: vencemos a Liga das Nações e a Euro e agora temos uma final de Copa do Mundo. No domingo, temos a oportunidade de tornar essa geração inesquecível — completou.
Por conta do gosto dos dois times pela bola e pela qualidade dos jogadores, tanto argentinos quanto espanhóis creem em um jogo de boa qualidade técnica.
— Esperamos que, no domingo, seja um bom espetáculo, principalmente para que as pessoas aproveitem e para que seja uma boa partida de futebol — finalizou Scaloni.





