
Marquinhos é um dos capitães da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo e sabe da responsabilidade que a braçadeira carrega. Nesta quarta-feira (3), o jogador falou, em Nova Jersey, sobre as expectativas para a disputa do Mundial e como ele enxerga a capacidade do atual grupo. No entanto, um dos pontos principais da entrevista do zagueiro foi a sua relação com Gabriel Magalhães — sua dupla no setor defensivo do Brasil.
O defensor do PSG foi campeão da Champions League, no último sábado (30), após derrotar o Arsenal na final decidida nos pênaltis. O título do clube francês ocorreu após Magalhães isolar a última cobrança da equipe inglesa.
Com o encerramento da disputa, o atleta do Arsenal ficou desolado e imóvel após o erro. No entanto, foi acolhido por Marquinhos, que abandonou a celebração do título e abraçou o companheiro de Seleção, proferindo palavras de apoio ao amigo.
— Eu estava preparado para celebrar e comemorar, mas quando eu começo os meus primeiros passos para celebrar com o meu time, eu tenho essa imagem do Gabi de frente para mim. A mesma imagem que eu tenho quando falhei o pênalti na Copa de 2022 — recordou Marquinhos, que aproveitou para elogiar seu companheiro de Seleção Brasileira:
— Nesse momento, pensei um pouco no meu companheiro e em ter um pouco de empatia com ele. Eu sei o peso que é. Com os dias passando gente consegue digerir um pouco melhor e essa cicatriz se torna uma motivação para a gente seguir trabalhando. Ele foi, na minha opinião, o melhor zagueiro do mundo nesta temporada e não merecia simplesmente levar esse peso junto com ele — completou o zagueiro.
Responsabilidade conquistada

O técnico Carlo Ancelotti confirmou que Marquinhos será o capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O defensor disse que se sente pronto para usar a braçadeira e assumir uma responsabilidade maior perante o grupo de jogadores.
— Ser capitão não é simplesmente colocar aquela braçadeira no braço e jogar bola. Ser capitão é muito mais. Vem primeiro da pessoa, do que você pode agregar quanto ao grupo e aos companheiros. Agora em 2026, me sinto muito mais preparado do que em 2026, com a experiência adquirida nesses quatro anos que tive depois desse 2022. Trago muita bagagem, muita experiência para entregar o melhor para a Seleção Brasileira — pontuou o jogador.
Marquinhos fugiu da comparação entre a equipe atual com a da edição passada do Mundial. No papel de líder, dividiu as reponsabilidades entre todos os convocados e atestou que não existe uma fórmula garantida de se chegar ao sucesso:
—É difícil a gente comparar momentos, comparar times, comparar preparações. O futebol vem mostrando a todos nós que não existe uma fórmula secreta para um sucesso. Existem muitos caminhos. O futebol vem mostrando que ele é um jogo coletivo, onde a gente precisa que todos os jogadores estejam bem física e mentalmente.
Confira a entrevista de Marquinhos
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