
A consolidação de um time titular, a nova função de Vinícius Júnior e a recuperação de Neymar como "arma secreta" para o segundo tempo estão entre os principais legados da fase de grupos para a Seleção Brasileira, conforme avaliação da comissão técnica.
Para o próximo jogo da Copa do Mundo, contra o Japão, válido pelos 16 avos de final, na próxima segunda-feira (29), em Houston, o técnico Carlo Ancelotti deve repetir a escalação da vitória contra a Escócia.
Confira os três principais legados da fase de grupos para a Seleção Brasileira:
Copa do Mundo 2026
1) Consolidação de um time titular
Se o Mundial começou com Ancelotti alternando a escalação de um jogo para outro, o Brasil chega ao mata-mata com um time titular definido.
Danilo e Douglas Santos assumiram de forma definitiva as laterais, Lucas Paquetá afirmou-se como terceiro meio-campista e Matheus Cunha está consolidado como centroavante titular. Além disso, Rayan seguirá como ponta-direita, ao menos enquanto Raphinha estiver lesionado.
— Estou contente porque a equipe melhorou muito e muito rápido depois do primeiro jogo. Agora estamos sólidos, e isso é o mais importante, sobretudo em jogos de mata-mata. A solidez é muito, muito importante — analisa Ancelotti.
2) Novo posicionamento de Vinícius Júnior

Vinícius Júnior começou a Copa como ponta-esquerda, com Igor Thiago no centro do ataque. Porém, a partir do segundo jogo, contra o Haiti, Ancelotti liberou o lateral-esquerdo Douglas Santos para apoiar mais e promoveu o ingresso de Matheus Cunha como um atacante móvel, com a função tática de recuar para o meio-campo.
Esses movimentos fizeram como que Vinícius Júnior saísse da ponta- esquerda e se posicionasse mais perto do gol adversário, o que fez crescer o seu rendimento. O atacante do Real Madrid marcou quatro gols até agora, balançando as redes em todos os jogos.
— O fato de alternar a posição, jogando não apenas aberto, mas também por dentro, é uma vantagem para ele. Se você recebe a bola aberto e quer marcar um gol, muitas vezes precisa tocar seis ou sete vezes na bola. Por dentro, basta um movimento — explica o treinador.
3) Neymar como "arma secreta"
A participação de Neymar nos minutos finais da vitória contra a Escócia foi avaliada como positiva. Por uma questão física, o jogador deve seguir como uma alternativa para o segundo tempo.
Quando Neymar entrará? Isso será mantido sempre em sigilo por Ancelotti. Dependerá do contexto dos jogos e da melhora do condicionamento físico do camisa 10. Por isso, será uma espécie de "arma secreta" do Brasil no mata-mata.











