
Próximo adversário do Brasil, o Haiti é protagonista de uma das maiores histórias de superação da Copa do Mundo. Com o país dominado por gangues e assolado pela violência urbana e pelo caos político e social, a seleção não joga em seu país em virtude da falta de segurança.
A classificação para o Mundial, conquistada em novembro de 2025, foi uma das poucas alegrias recentes do sofrido povo haitiano, que também sofre com a fome e a falta de água potável e de serviços básicos.
O Haiti inclusive está sem presidente desde julho de 2021, quando o então chefe de estado Jovenel Moise foi assassinado.
Como o estádio Sylvio Cator, na capital Porto Príncipe, é sitiado por grupos criminosos organizados e está fora da área de controle do governo, a seleção do Haiti disputou as Eliminatórias, a Liga das Nações e a Copa Ouro no "exílio", mandando as suas partidas em outros países do Caribe, como República Dominicana e Curaçao.
— Vamos tentar escrever (na Copa) uma história ainda mais bonita do que a que estes jogadores já estão construindo. Com o Haiti, de qualquer forma, nada nunca é fácil. É preciso demonstrar resiliência. Se tivermos de nos classificar, será através da dificuldade e talvez nos últimos minutos do terceiro jogo. Estamos preparados para isso — declarou o técnico, o francês Sebastién Migné.
—Contratado em 2024, o treinador nunca pisou em território haitiano por razões de segurança. Apesar da estreia com derrota por 1 a 0 para a Escócia, neste sábado (13), Migné disse acreditar na classificação para a próxima fase.
— Claro que eu ainda acredito. Estamos preparados e sabendo que nada será fácil. Mas o novo regulamento, com a possibilidade de classificação dos oito melhores terceiros colocados, nos permite continuar sonhando — completou.
Brasil e Haiti enfrentam-se nesta sexta (19), às 21h (horário de Brasília).
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