
A mais bonita das rivalidades do futebol no século deve ter seu gran finale a partir desta terça-feira (16) na Copa do Mundo 2026. Lionel Messi comanda a Argentina em busca de seu bicampeonato pessoal e tetra do país, contra a Argélia, às 22h de Brasília.
Na quarta, às 14h, tem Cristiano Ronaldo à procura do único título que falta a si e a Portugal, estreando contra o Congo. Mas é preciso escrever "deve ter seu gran finale", porque quando se trata dessas duas fábricas de recordes, garantir um encerramento parece uma tarefa impossível.
O argentino, que completará 39 anos em junho, é o jogador mais vezes eleito melhor do mundo, com oito troféus. É o atleta mais vezes campeão da história, com 48 títulos. É o maior assistente, com 414 passes para gol. É o maior artilheiro da história da seleção argentina, do Barcelona e da Liga Espanhola.
O português, de 41 anos completados em fevereiro, é o maior goleador em atividade no futebol, soma 973 e está em busca do milésimo. É o maior artilheiro da história da Champions League, da Eurocopa, das Eliminatórias para a Copa do Mundo, do Real Madrid e da seleção portuguesa.
Os detentores de basicamente todas as maiores marcas do futebol são exemplo de longevidade. Enquanto no Brasil os astros param cedo, verdade que algumas vezes por lesão, outras por simplesmente não aguentarem mais, Messi e Cristiano continuam se reinventando.
O camisa 10 do Inter Miami é o maior goleador da história do clube estadunidense. O camisa 7 do Al-Nassr é o maior goleador da história do clube saudita. Ou seja, ambos continuam contribuindo com futebol e juntos, baterão o recorde de participações em Copas.
Respeito mútuo
Messi, ao entrar em campo nesta terça, e Cristiano, na quarta, chegarão à sexta edição. De 2006 a 2026, foram convocados e entraram em campo na Alemanha, na África do Sul, no Brasil, na Rússia e no Catar. O goleiro mexicano Ochôa poderia ter aberto a lista, mas ficou no banco.
Os dois, que se alternaram por anos e anos na eleição de melhor do mundo, nutrem respeito mútuo. Não são amigos, não frequentam a casa um do outro. Mas trocam sorrisos quando se encontram.
— Sempre foi uma grande "batalha" com Cristiano. E batalha entre aspas mesmo. Porque é no esportivo. Foi sempre tão lindo, porque olhávamos um para o outro tentando superar. Somos muito competitivos. Acho que as pessoas gostaram porque competimos muito por tanto tempo — disse Messi à DS Sports.
Cristiano disse algo parecido:
— A rivalidade já foi. Uma rivalidade boa, esportiva, e que os espectadores gostaram bastante. Quem gosta do Cristiano não precisa odiar o Messi e vice-versa porque somos dois bons, ou muito bons, que ajudaram a mudar história do futebol. Compartilhamos o palco por 15 anos dividindo prêmios — disse.
A Copa se apresenta diferente para ambos. Messi entra com a leveza de ter conquistado o título em 2022 e, enfim, ter sido reconhecido também por seus compatriotas. Cristiano vai com a obstinação que lhe rendeu todos esses anos de competitividade em altíssimo nível físico.
É hora de aproveitar. É possível que seja a última.
Ou não.
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