
É incrível como o futebol e uma Copa do Mundo podem impactar a cultura de quem nem mesmo é seu maior fã ou conhecedor. O cenário em Toronto, no Canadá, me traz muitas reflexões sobre isso.
Por aqui, a mobilização ainda está bem devagar, mesmo às vésperas do primeiro jogo entre a seleção da casa e a Bósnia. Apesar de o Toronto FC disputar a Major League Soccer (MLS), o foco de grande parte dos torcedores está no hóquei no gelo, esporte nacional de inverno, no beisebol e no basquete.
Quando usei o termo "incrível" no começo do texto, foi para representar exatamente essa situação: em todo campinho, em qualquer lugar do mundo, o futebol terá sua representatividade.
Os campos da Fifa montados na área central de Toronto, na Nathan Phillips Square, um dos locais mais tradicionais da cidade, contrastam com outra realidade simbólica. Camisas das mais diversas seleções são vestidas por canadenses e imigrantes. Uma família que encontrei por lá era de Bangladesh e estava vestindo a amarelinha. Diziam ser fãs da Seleção.
Em outra oportunidade, um pai acompanhava o filho pelo caminho. A camisa do garoto, de 5 anos, era do Brasil e trazia nas costas um nome icônico: Pelé. O menino, naquela idade, nem poderia ter noção do tamanho da representatividade daquela camisa, mas o pai fez questão de citar Pelé e Romário quando eu perguntei.
No fim das contas, a Copa do Mundo não é apenas sobre Toronto estar se aproximando mais da bola, do campinho, mas também sobre uma essência do futebol: o poder de conectar culturas por uma mesma paixão.
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