
Assim como as arquibancadas neste sábado (13), que possivelmente receberão o maior público da Copa do Mundo, o Centro de Imprensa do New York/New Jersey Stadium recebeu o máximo de lotação possível nesta sexta-feira (12).
Veio gente de toda parte do planeta para ouvir Mohamed Ouahbi, técnico de Marrocos, Hakimi, estrela do país, e, especialmente, Vini Jr. e Carlo Ancelotti. Até italianos, conterrâneos do treinador da Seleção, que nem estão envolvidos esportivamente no evento, queriam escutar Carletto parlare.
Na plateia, pelo menos 400 pessoas: repórteres, comentaristas e alguns ex-jogadores. Denílson, Júnior, Casagrande, Ricardinho e Aline Callandrini, que já estiveram do lado de quem responde, agora estavam na parte das perguntas. Nenhum deles exerceu esse direito, é verdade, mas acompanharam atentamente. E nada de selfies ou autógrafos com os entrevistados: é proibido.
Ancelotti evitou falar em favoritismo – não só do Brasil, mas também de qualquer equipe.
— A Copa vai ser equilibrada. Muitos times vão competir em igualdade — declarou Ancelotti.
Braços para cima, novas perguntas. E Marrocos, hein?
— O trabalho vai ser feito em campo neste sábado. Sabemos que o time do Marrocos é muito forte, com jogadores de extrema qualidade. Muitos estão na Europa, fazendo muito sucesso, então temos todo o respeito por esse time. Acredito que vai ser uma partida muito bonita de se ver — completou o treinador.
Se fosse apenas por escrito, pareceria que Vini Jr. está esbanjando confiança. A declaração é boa e nem combinou com o tom de voz baixo, nenhum sorriso:
— É o momento mais especial e importante da minha carreira. Estou nos níveis físico e técnico que sempre sonhei. Não tive nenhuma lesão na temporada. Me preparei muito bem para chegar a esse momento. Jogar com Ancelotti me dá mais tranquilidade: ele me dá liberdade e confiança para repetir na Seleção o que fiz no Real Madrid. São oito jogos, e posso mudar essa história pelo nosso país e pelos jogadores. Nem falo de gols e assistências, mas de jogar bem e fazer a equipe ter a confiança que tem que ter. Não importa quantos gols eu vou fazer. Importa onde vamos chegar.
Veremos a partir de sábado. Boa sorte, Vini Jr. E, como Galvão Bueno fez questão de frisar, que a boa sorte também acompanhe o italiano: "In bocca al lupo, Carletto".
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