Para muitos torcedores, a Jabulani não foi apenas a bola da Copa de 2010, mas a grande personagem daquele Mundial. Dezesseis anos depois, a Trionda resgata a mesma ideia matemática que deu origem ao polêmico modelo usado na África do Sul.
Os desenvolvedores da bola, fabricada pela Adidas, apostam em novas tecnologias para evitar, na Copa de 2026, as antigas críticas por seu comportamento imprevisível (veja animação em 3D no vídeo acima).
A comparação não é por acaso. As duas bolas compartilham a mesma origem geométrica, baseada em um tetraedro, incomum para uma bola de futebol. Uma das principais mudanças na Trionda é que ela será a bola de Copa com o menor número de painéis já utilizado na história: apenas quatro.
O modelo também faz referências aos três países sede do torneio — Estados Unidos, México e Canadá — e conta com um sensor interno que auxilia a arbitragem em lances como impedimentos e toques na bola.
Apesar das semelhanças, especialistas apontam que a superfície mais lisa da Jabulani contribuía para um fluxo de ar instável, o que gerava trajetórias inesperadas em determinados chutes.
E as críticas à bola oficial da Copa de 2010 vinham justamente de quem precisava jogar com ela. Júlio César, ex-goleiro titular da Seleção Brasileira, falou sobre a Jabulani em entrevista coletiva durante o Mundial:
— É horrível, eu falei é horrorosa. É muito ruim. Sei lá, parece aquelas boas que se compra em supermercado. É muito ruim.
Para evitar que a história se repita, a Trionda recebeu texturas aerodinâmicas mais profundas, relevos e uma superfície mais rugosa, desenvolvidos para melhorar a estabilidade da bola durante o voo.
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