
Logo nos primeiros jogos da Copa do Mundo 2026, um detalhe chamou bastante atenção: a grande quantidade de jogadores usando chuteiras em tons de rosa. O que parece coincidência, na verdade, tem explicação — e passa diretamente por estratégia de mercado.
As principais fabricantes de material esportivo, como Nike, Adidas, Puma e New Balance, lançaram coleções específicas para o Mundial apostando em cores vibrantes. A escolha pelo rosa não foi aleatória: a tonalidade se destaca de forma intensa no gramado verde e cria um contraste visual que ajuda a chamar a atenção durante transmissões de TV e conteúdos nas redes sociais.
Além da visibilidade, existe também um fator psicológico. Segundo profissionais envolvidos no desenvolvimento desses produtos, cores chamativas costumam ser associadas à autoconfiança e à personalidade dos atletas. Em competições de grande escala, como a Copa, esse tipo de percepção pode influenciar tanto jogadores quanto consumidores.
Adesão grande
Outro ponto importante é o comportamento das próprias marcas. Como os modelos usados pelos atletas são definidos com antecedência e fazem parte de campanhas globais, diferentes empresas acabaram chegando a soluções parecidas ao mesmo tempo. O resultado disso é que jogadores de seleções distintas, patrocinados por concorrentes, passaram a usar chuteiras muito similares em cor e estilo.
Em alguns casos, a adesão foi tão grande que equipes inteiras entraram em campo com o mesmo tipo de calçado.
Apesar da popularidade do rosa, há exceções. Alguns dos principais nomes do futebol optam por modelos exclusivos, personalizados com cores diferentes ou inspirados em seus países. Já os árbitros seguem uma regra estabelecida pela Fifa e utilizam chuteiras pretas, mantendo um padrão mais discreto dentro de campo.
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