
"Endrick é outra coisa."
Foi o que disse Carlo Ancelotti ao ser perguntado pela Rádio Gaúcha sobre os diferenciais do garoto em relação a Matheus Cunha e Igor Thiago, seus concorrentes por uma vaga no ataque da Seleção Brasileira.
Mas como assim "outra coisa"?
Na entrevista coletiva oficial de véspera do jogo contra o Haiti, que ocorre nesta sexta-feira (19), às 21h30min (horário de Brasília) pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o treinador inicialmente explicou as características de Matheus Cunha e Igor Thiago.
— O Matheus Cunha é mais associativo. Tem mais qualidade de meia-atacante do que de centroavante. O Igor Thiago é diferente. É um jogador de área, forte nos duelos, muito agressivo na recuperação da bola — explicou.
Copa do Mundo 2026
Depois, ao falar sobre Endrick, Ancelotti hesitou e fez uma pausa antes de dar a sua explicação.
— O Endrick não é nem um nem outro. Endrick é outra coisa. Para mim, pessoalmente, Endrick é outra coisa — disse.
Na sequência, o treinador rasgou elogios ao jovem, mas sinalizou que suas chances serão mais abundantes no futuro.
— É um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar as qualidades dele nesta Copa do Mundo e também na próxima. Ele é paciente, não tem pressa. É muito maduro para a idade que tem. Isso é um aspecto muito importante — elogiou o comandante.
O problema é que, na visão de Ancelotti, Endrick ainda está em uma espécie de "meio-termo" no ataque da Seleção. Para ser um camisa 9, ele não tem a referência de área de Igor Thiago. Já para ser um atacante de mobilidade, não recompõe o meio-campo como faz Matheus Cunha.
Por isso, o garoto ainda está atrás de ambos na hierarquia do técnico italiano e, ao que tudo indica, terá que esperar para se credenciar a uma vaga no time titular.
— Não é a hora ainda. O momento correto vai chegar. Temos que esperar um pouco. Ele vai ser importante — finalizou Ancelotti.









