
Para lembrar do novo convocado da Seleção nos tempos de Brasil, é preciso voltar três anos. E, mais ainda, recordar de um dos fenômenos do início da década. Éderson era peça-chave do Fortaleza de Vojvoda, equipe que virou queridinha do país.
Desde então na Itália, está em vias de ir para a Premier League. E ganhou uma Copa do Mundo inesperada, ainda mais porque é novidade para Carlo Ancelotti, que o escolheu para substituir o lesionado Wesley.
Aos 26 anos, o volante da Atalanta tem como marcas registradas a força física e a regularidade. Joga quase sempre, ocupa a frente da área e se destaca mais por recuperar do que por construir. Tem 71% de ações defensivas bem‑sucedidas.
Gian Piero Gasperini, histórico técnico da Atalanta, atualmente na Roma, encontrou uma definição para Éderson:
— Ele é como um doberman. Pode achar que passou, mas ele vai caçar e buscar.
Para chegar à Itália, percorreu um caminho curioso. Começou no Desportivo Brasil, passou pelo Cruzeiro (fez parte do grupo campeão da Copa do Brasil de 2018), esteve no Corinthians, tudo sem brilho. Mas no Fortaleza chamou a atenção da Salernitana, que abriu as portas da Europa. A Atalanta escancarou.
Agora, conhecerá a Inglaterra. Por quase 40 milhões de euros (o equivalente a cerca de R$ 240 milhões) está se transferindo para o Manchester United.
Ainda sem minutos com Ancelotti, ele chegou a ser convocado pelo italiano para os jogos contra Equador e Paraguai pelas Eliminatórias, em 2025, mas não entrou em campo. Sua história pela Seleção também registra participação na Copa América de 2024. O salto será no Mundial.
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