
Acionado no intervalo após o frango de Muslera, Sergio Rochet teve a missão de tentar reorganizar o sistema defensivo uruguaio no segundo tempo contra a Espanha, na sexta-feira (26), pela terceira rodada do Grupo H da Copa do Mundo. O goleiro entrou em campo com o 1 a 0 no placar e um ambiente de pressão evidente sobre a Celeste.
Mais seguro do que o antecessor, que pediu para sair após a falha aos 41 minutos do primeiro tempo, o camisa 23 até conseguiu transmitir maior estabilidade à defesa nos primeiros minutos da etapa final. Sem falhas individuais, ele teve participação discreta, com intervenções simples e bom posicionamento nas investidas espanholas.
Apesar disso, o jogador do Inter acabou sendo o espectador dentro de campo ao assistir o Uruguai cair na fase de grupos da Copa, tal qual nas edições de 1962, no Chile, de 1974, na Alemanha, de 2002, na Coreia do Sul e Japão, e em 2022, no Catar.
Conversa antes do jogo expôs tensão interna
Antes mesmo de a bola rolar, o ambiente no Uruguai já era de pressão. Rochet, Ugarte, Bentancur e Valverde teriam procurado Marcelo Bielsa para uma conversa direta, levando preocupações do elenco em relação ao momento da equipe e ao trabalho do treinador.
O diálogo evidenciou um clima de insatisfação interna às vésperas da partida decisiva. A tentativa de alinhar expectativas, no entanto, não se refletiu em campo, e a atuação diante da Espanha acabou confirmando a fase turbulenta vivida pela Celeste na competição.
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