
Moradora de Cleveland há mais de 20 anos, a carioca Gisele Kaschelk assustou-se com os preços exorbitantes dos ingressos para os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Porém, a contadora de 44 anos aproveitará o amistoso entre Brasil e Egito, neste sábado (6), para sentir o clima do Mundial antes da competição começar, e por um preço bem mais em conta.
— Sinto muita emoção com essa oportunidade. É muito legal ver o Brasil aqui com meus amigos e minha família. Claro que o preço mais acessível é um grande atrativo. Tem muita gente vindo de Michigan e de outras regiões para assistir a esse jogo por causa do custo e da localização —conta a brasileira radicada nos Estados Unidos.
Enquanto os ingressos mais baratos para os jogos da Seleção na fase de grupos do Mundial custam no mínimo US$ 1 mil, o bilhete mais em conta para o amistoso contra o Egito é vendido por US$ 80.
— Eu estava com muita expectativa de ver um jogo da Copa, mas os ingressos estão muito caros e a logística é muito complicada. Então, ver o Brasil aqui no quintal da minha casa vai ser muito especial. Será um clima de Copa por um preço mais acessível — afirma o jornalista gaúcho Bruno Beidacki, 30 anos, que mora em Cleveland há três.

Já a estudante Bianca Juzo, 25 anos, mora em uma cidade pequena no interior do estado de Ohio e terá no sábado a sua primeira oportunidade de assistir à Seleção ao vivo.
— Os preços da Copa estão absurdos. Então poder ver um amistoso entre duas equipes muito boas, como Brasil e Egito, vai ser muito legal. Nunca assisti a um jogo da Seleção Brasileira de perto e estou muito ansiosa. Para quem cresceu assistindo futebol e torcendo pela seleção, isso é muito especial — afirma.
A expectativa dos brasileiros com os quais a reportagem teve contato em Cleveland é de que o estádio Huntington Field receba no sábado muitos brasileiros de estados como Michigan, Illinois e Indiana, do meio-oeste americano, que não foram agraciados com uma cidade-sede no Mundial.

A gerente de produto digital Luciana Salles, 34 anos, porém, viajou de Boston, no nordeste americano, que até terá jogos da Copa, mas a preços altos. E sem jogos da Seleção previstos.
— É um momento que provavelmente só vai acontecer uma vez na minha vida. Cleveland é uma cidade menor e eu até achei curioso quando anunciaram que receberia a seleção. Mas é muito legal. Estou muito empolgada porque vou poder assistir ao jogo aqui perto de casa, sem precisar pagar preços muito mais altos — comenta.
Mesmo sem fazer parte do roteiro oficial da Copa do Mundo 2026, Cleveland vive uma espécie de "clima de Mundial" para a comunidade brasileira.
— É um clima de Copa antes da Copa — resume Gisele.
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