
Toda seleção tem os seus fantasmas. A França tem a chance de exorcizar um dos seus nesta terça-feira (16). Ele atende pelo nome de Senegal, adversário das 16h na abertura do Grupo I da Copa do Mundo. A partida em Nova Jersey remete a um século e meio de relação fora dos gramados e à abertura do Mundial de 2002.
Senegal foi colônia francesa por 146 anos e conseguiu a sua independência apenas em 1960. A independência no mundo da bola veio naquela noite coreana de 31 de maio 2002.
A França desembarcou na Ásia como a grande favorita. Em campo, tinha alguns dos principais nomes do planeta bola, como Henry e Zidane, que lesionado não jogou.
Nos Estados Unidos, a França chega como a maior candidata à vencer o torneio. Tem algum dos principais jogadores da atualidade, como Mbappé e Dembelé, atual melhor do mundo em eleição da Fifa. A geração é considerada a melhor da atualidade. A diferença é que, desta vez, os Bleus não têm lesionados.
O gol de Bouba Diop construiu uma das maiores zebras da história moderna das Copas. A derrota por 1 a 0, acumulada a outros tropeços, eliminou os franceses ainda na primeira fase.
— Para os espanhóis nos considerarem favoritos à Copa do Mundo... Se tem um time favorito, é a Espanha, mesmo que a França tenha a ambição de ser campeã. Será um caminho longo. Temos muito potencial — ponderou o técnico Didier Deschamps.
Copa do Mundo 2026
Capitão no título de 1998, Deschamps não fez parte do elenco de 2002. Mas carrega a missão de exterminar esta assombração.
Como neste ano, Senegal chega à Copa após ser finalista da Copa Africana de Nações. Nas Eliminatórias, sofreu apenas três gols. Credenciais de um fantasma de carne e osso.
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