
No treino marcado para o fim da tarde desta segunda-feira, Carlo Ancelotti sentirá, pela primeira vez, o contato de uma figura clássica de cada quatro anos: o brasileiro bravo com a Seleção.
O empate com Marrocos, pela forma como ocorreu, foi como um batismo do técnico à cultura nacional. Até sábado (13), estava tudo muito tranquilo. Mesmo as derrapadas eram dadas como descontadas pelo turbulento ciclo.
Mas a estreia na Copa do Mundo encerra a paciência. A partir de agora, Carlo é mais um Luiz Felipe, um Mário Jorge, um Adenor, um João.
É nessa atividade que Ancelotti encontrará jornalistas. E são eles quem normalmente trazem o contato do ambiente externo para o hotel blindado da Seleção.
Se é verdade que o Mister não é lá muito fã de redes sociais, caberá aos repórteres a atualização sobre a impressão que deixaram seus jogadores e ele mesmo no 1 a 1 do primeiro jogo.

Algumas questões são bem óbvias. Quantos jogadores serão substituídos para o duelo contra o Haiti, na próxima sexta-feira (19)? Ibañez, Casemiro, Paquetá e Igor Thiago são os mais cotados.
Os dois Danilos, Fabinho, Matheus Cunha e Luiz Henrique, que entraram na estreia, são os primeiros candidatos a ganhar lugar entre os titulares?
Ancelotti também informou que espera ver Neymar treinando nessa semana. O camisa 10 é mais um dos tantos assuntos.
Tudo isso sem os sorrisos, sem aquela esperança pré-Copa. A realidade bateu à porta e caberá ao treinador administrá-la.
Não que Ancelotti seja um novato nesse tipo de pressão. Já precisou encarar problemas em italiano, com Milan e Juventus, em alemão, no Bayern de Munique, em inglês, no Chelsea, em espanhol, no Real Madrid. Chegou a vez de responder em português.
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