
Um restaurante. Uma mesa. Quatro amigos. Uma noite fria de inverno e muita história para contar. Assim foi a última passagem de Carlo Ancelotti pela sua Reggiolo. Apesar de toda a fama conquistada no mundo da bola, o técnico da Seleção Brasileira não esquece de sua pequena cidade natal, incrustrada no meio da Emilia-Romagna.
Sem a Itália na Copa do Mundo, este sábado (13), de estreia do Brasil contra Marrocos, será dia de torcer por Carletto e pelo Brasil.
— Já que a Itália não está jogando, vamos torcer para que o Brasil ganhe. Nós, torcedores do Milan, tivemos a vantagem de ter o Carlo no Milan, que conseguiu ingressos para nós e nos recebeu em Milanello — conta o amigo de longa data Aldo Ferrari.
Reggiolo ainda não respira Copa do Mundo. Espera-se que o clima aumente conforme o Brasil avance de fase. Também há outro motivo. A IL Toscanini Cantina e Cucina, ponto de encontro da turma, está fechado para férias. Mas desde já com uma bandeira do Brasil na fachada.

Amigo e dono do restaurante, Fausto Mazza reabrirá o estabelecimento no dia 18, véspera do jogo entre Brasil e Haiti. Espera-se que com a reabertura o coração das visitas de Ancelotti seja o ponto de encontro em dia dos jogos da Seleção.
O último encontro entre os amigos foi surpresa. Era noite de 22 de novembro, ninguém sabia que Ancelotti estava na região para visitar familiares — seus pais estão enterrados em Reggiolo. Aldo estava em casa quando o seu telefone tocou. Avisaram a presença do técnico da Seleção, e ele logo chegou para a rápida confraternização.
Aldo espera que a próxima recepção para Ancelotti seja para receber um campeão mundial em um restaurante. Uma mesa. Quatro amigos. E novas histórias para contar.
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