
A história do zagueiro do Haiti Ricardo Adé, 36 anos, é semelhante à de seu país: forjada na dificuldade e na superação. Um dos nove atletas da equipe caribenha que nasceu em solo haitiano, o defensor da LDU já dormiu nas ruas da Tailândia, onde fazia uma refeição por dia.
Buscando fugir do cenário de pobreza e violência que assola o Haiti há décadas, Adé investiu suas economias para embarcar em 2013 rumo às terras tailandesas, onde tinha a promessa de um empresário de que receberia uma oportunidade em um clube do país asiático.
Porém, tratava-se de um golpe, não havia proposta alguma. Então, aos 23 anos, o atleta se viu em um país estrangeiro sem emprego, sem casa e sem recursos para voltar.
Em entrevista concedida em 2023 ao Portal Primicias, do Equador, Adé disse que chegou a dormir na rua, pedir dinheiro para desconhecidos e a fazer uma refeição por dia.
Meses depois, conseguiu ajuda e uma oportunidade no Miami United, dos Estados Unidos, que foi o ponto de partida para a sua carreira decolar
— Eu tentei fazer esse momento servir de motivação para mim, pois eu sei de onde vim — disse o zagueiro, em entrevista recente ao jornal USA Today, dos Estados Unidos
O maior título de Adé foi a conquista da Copa Sul-Americana 2023, pela LDU, onde está até hoje. Já a maior experiência esportiva está sendo a disputa da Copa do Mundo 2026 pelo Haiti.
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