
Ainda sonhando em ser convocado por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, Neymar ganhou destaque nesta semana por conta do desentendimento que teve com Robinho Jr. em um treino do Santos. O camisa 10 teria agredido o jovem com um tapa e uma rasteira após ser driblado por ele.
Por mais que seja bem quisto pelo elenco da Seleção Brasileira, o craque do Peixe pode causar uma impressão negativa com o técnico italiano após este episódio. Isto é, mais um elemento contra o atleta na busca por uma vaga no Mundial do Canadá, Estados Unidos e México.
Na história das Copas, diferentes jogadores foram cortados durante o torneio ou perderam créditos com treinadores e não disputaram a Copa por conta de indisciplina. Relembre alguns casos abaixo:
Renato Portaluppi e Leandro (1986)
Concentrada em Belo Horizonte, a Seleção Brasileira treinava para amistosos preparativos para a Copa do Mundo de 1986. Em um dia de folga, os jogadores saíram para aproveitar a capital mineira, mas deveriam retornar até às 23h. Renato e Leandro só chegaram durante a madrugada.
Enquanto outros atletas pularam o muro da concentração, o ídolo do Grêmio não deixou o amigo, que havia passado mal, e ambos entraram pela porta da frente. No dia seguinte, Telê Santana soube da situação e cortou a dupla.
Na lista final para o Mundial, o atacante do Tricolor ficou fora, ao contrário do lateral do Flamengo. Em solidariedade ao amigo, Leandro não se apresentou para viajar ao México.
Fernando Redondo (1998)
Campeão do mundo como jogador em 1978, Daniel Passarella comandou a Argentina 20 anos depois, na Copa do Mundo da França. Conhecido pela postura "linha dura", ele instituiu algumas regras na seleção, sendo uma delas a proibição de cabelos longos.
Caniggia e Redondo foram os jogadores a recusar a imposição de Passarella. Depois, o primeiro chegou a cortar as pontas do cabelo e acabou chamado. Já o volante, que atuava no Real Madrid na época, não aceitou a "ordem" e acabou ficando fora da lista para o Mundial.
Djalminha (2002)

Presença frequente durante o ciclo para a Copa do Mundo daquele ano, o meia não foi chamado por conta de uma confusão com o técnico da equipe em que atuava, o La Coruña, da Espanha. Em um treino, o brasileiro discutiu com Javier Irureta e desferiu uma cabeçada nele.
O episódio repercutiu negativamente no Brasil e fez Felipão não convocar Djalminha. Em 2021, em entrevista à ESPN, o técnico do pentacampeonato disse que não chamou o jogador para "evitar polêmicas". Kaká foi o escolhido para o lugar.
Roy Keane (2002)
Ídolo do Manchester United, o volante era o principal nome da seleção irlandesa para a Copa de 2002. Convocado para o Mundial da Coreia do Sul e Japão, ele não gostou das instalações oferecidas pela Confederação Irlandesa para a preparação para o torneio.
Após discutir com o treinador da época, Mick McCarthy, Keane foi cortado da seleção pelo próprio comandante. Como o prazo para envio da lista para a Fifa já havia encerrado, a Irlanda foi à competição com um jogador a menos.
Anelka (2010)

A péssima campanha da França na Copa de 2010, sendo eliminada na primeira fase, ficou marcada por diferentes problemas entre elenco e comissão técnica. Durante o intervalo da partida contra o México, vencida pelos mexicanos por 2 a 0, o atacante Anelka teria insultado o técnico Raymond Domenech. No dia seguinte, se recusou a pedir desculpas e acabou cortado com o torneio em andamento na África do Sul.
O corte do atacante não foi bem visto pelo restante do elenco, que já tinha problemas com a comissão técnica da época. Em um treino, por exemplo, o grupo de jogadores se recusou a participar da atividade e protagonizaram uma greve ao ficar dentro do ônibus que levava a delegação.
Boateng e Muntari (2014)
Após a boa campanha em 2010, a seleção de Gana enfrentou problemas extracampo na Copa do Mundo do Brasil. Após a segunda rodada do Mundial, os meias Kevin Boateng e Muntari se envolveram em conflitos e foram cortados do torneio antes da última partida da fase de grupos.
O primeiro, que defendia o Schalke 04, da Alemanha, foi punido por insultar verbalmente o treinador Kwesi Appiah. Já o segundo, que estava no Milan, foi acusado de um "ataque físico não provocado" contra um membro do comitê da Federação Ganesa de Futebol e um integrante da comissão técnica.
Benzema (2018)

Um dos principais jogadores da França no século XXI, Benzema não foi campeão do mundo em 2018. O motivo foi uma polêmica envolvendo extorsão ao meia-atacante Valbuena, que veio à tona em 2015. Cinco anos antes, o jogador foi chantageado por homens que alegavam ter um suposto vídeo íntimo dele.
Benzema tentou convencer o companheiro a aceitar a chantagem e pagar a quantia em dinheiro para que o vídeo não fosse divulgado. Anos depois, foi descoberta a relação do ex-atleta do Real Madrid com um dos chantagistas.
Benzema voltou a ser chamado para a seleção após quase seis anos e esteve na lista para a Copa de 2022, ano em que era o atual melhor jogador do mundo. Contudo, acabou cortado por lesão, antes do torneio começar.
Onana (2022)
Para a Copa do Catar, o goleiro chegava como uma das principais referências da seleção camaronesa. Entretanto, ele acabou expulso da delegação horas antes da segunda rodada do Mundial, quando Camarões enfrentaria a Sérvia, pelo grupo do Brasil.
O motivo seria uma desavença entre o goleiro e o treinador da época, Rigobert Song, por conta do estilo na saída de jogo. Enquanto Onana era mais favorável do toque curto, o técnico preferia a ligação direta.
Em 2022, Onana acabou cortado por "falta de respeito e disciplina", conforme relatado pelo próprio Song em coletiva.
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