
Uma lista com 20 e poucos nomes pode ser pequena demais para o talento do futebol brasileiro. A concorrência, o comportamento e, por que não, o azar tiraram a chance de jogadores históricos disputarem uma Copa do Mundo.
Antes da convocação final de Carlo Ancelotti na próxima segunda-feira (18), a partir das 17h, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Zero Hora lista cinco grandes jogadores brasileiros que nunca foram convocados para a Copa do Mundo.
Alex

Camisa 10 de rara técnica, fez parte de dois ciclos de Copa do Mundo. Na hora das convocações dos Mundiais de 2002 e 2006 seu nome ficou de fora.
A que mais doeu foi a primeira delas. Após o sucesso ao lado de Felipão no Palmeiras, Alex estava bem cotado para fazer parte da lista que foi para o torneio na Coreia do Sul e no Japão.
Mas a concorrência era forte. Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Juninho Paulista foram os meia-atacantes chamados por Felipão.
Marcelinho Carioca
Não cabem nos dedos de uma mão batedores de falta mais competentes do que o ídolo corintiano. Foi um dos principais jogadores do futebol brasileiros nos anos 1990 e começo deste século.
As suas maiores chances foram em 1998 e 2002. Na segunda, enfrentou a mesma concorrência que Alex. De características menos ofensivas, Ricardinho, seu companheiro de Corinthians, disputou a Copa ao ser convocado para o lugar do cortado Emerson.
Em 1998, perdeu espaço após ter tido um semestre ruim no Valencia e retornar ao Corinthians.
Djalminha

O comportamento fez Djalminha entrar nesta lista. Poucos dias antes de Felipão anunciar os 23 convocados para a Copa do Mundo de 2002, se envolveu em uma confusão no La Coruña. Discutiu e desferiu uma cabeçada no técnico Javier Irureta. O comportamento foi decisivo para a sua ausência.
Friedenreich
Um craque em uma época errada. Principal jogador brasileiros antes da profissionalização, Friedenreich tinha 38 anos quando a primeira Copa do Mundo foi disputada.
Não foi o único problema enfrentado por Friedenreich. A Seleção Brasileira vivia em um cabo de guerra entre paulistas e cariocas. Em 1930, a convocação foi feita, sobretudo, de jogadores de clubes do Rio de Janeiro. Araken, do Santos, foi a única exceção.
Friedenreich atuou a carreira toda em equipes paulistas. Na Copa do Uruguai, defendia o São Paulo.
Heleno de Freitas
Ídolo histórico do Botafogo, também ficou de fora de duas Copas do Mundo. Apesar dos problemas extracampo, o Príncipe Maldito empilhava gols pelo Botafogo nos anos 1940, período em que o Mundial não foi disputado devido à Segunda Guerra Mundial.
Em 1950, Heleno tinha 30 anos, mas não vivia mais os seus melhores dias. Atuava no Junior Barranquilla. Ficou sem Copa, mas ganhou a admiração de Gabriel Garcia Márquez.
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