
Nascido em Canela e criado no Litoral Gaúcho, ele foi viver o maior momento da carreira no outro lado do mundo, em Gidá, na Arábia Saudita. Após a longa cerimônia realizada pela CBF, Roger Ibañez, ou simplesmente Ibañez, ouviu da boca de Carlo Ancelotti aquilo que mais sonhou nos seus 27 anos: disputar a Copa do Mundo.
Nem deu tempo de comemorar. Após o anúncio da lista, o defensor do Al-Ahli, rumou para o Brasil. Foram cerca de 18 horas de viagem, sete até Lisboa e 11 até Porto Alegre. O tempo foi longo, mas ainda não foi o suficiente para cair a ficha do jogador.
— Pra falar a verdade, ainda não caiu a ficha (risos). Agora é dormir, descansar bem e amanhã já começar a trabalhar forte para chegar pronto para a apresentação no dia 27 — disse Ibañez.
A chegada em solo gaúcho contou com a presença dos pais. Eles seguravam um cartaz em homenagem ao jogador, que é zagueiro de origem, mas que pode atuar como lateral-direito. Ele chegou ao Brasil acompanhado da esposa, dos filhos, da irmã, do cunhado e de amigos.
No ciclo da última Copa do Mundo, Ibañez viveu a expectativa de ser chamado por Tite até a lista final, mas acabou ficando fora. Quatro anos depois, viu na voz rouca e no português, ainda em adaptação, de Carlo Ancelotti, um sentimento de alívio e de felicidade.
— Acho que eu não estava pronto naquele momento, para ser sincero. Acho que todo esse tempo que passou, desses quatro anos pra cá, eu evoluí muito, cresci muito como pessoa, cresci muito como profissional, cresci muito pessoalmente na minha família também. Isso foi o que me fez chegar nesse momento e saber que sim, agora sim, eu posso dizer que eu tô pronto. Posso dizer que vou estar lá preparado pra qualquer coisa que aconteça e a gente vai estar lá pra ajudar — comentou.
Sempre gaúcho
Ibañez deixou o Estado cedo para jogar no Fluminense. Pouco tempo depois já estava na Itália, onde defendeu Atalanta e Roma. Desde 2023, está no Al-Ahli, da Arábia Saudita. E apesar da distância para o Rio Grande do Sul, ele consegue manter as raízes.
— Direto a gente faz churrasco lá na Arábia. É muito quente, mas a gente continua com essa tradição, não tem como negar a tradição do Sul. A gente tem o nosso chimarrão lá também, a gente levou — revelou o zagueiro, que costuma passar as férias no RS e disse curtir o “friozinho” gaúcho.
Confiante pelo hexa
Agora, o foco de Ibañez é a Copa do Mundo. O Brasil está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia é contra os africanos no dia 13 de junho. E entre a ansiedade da estreia e a confiança, o gaúcho de Canela sabe que está pronto para torneio.
— A gente vai lutar por isso, pode ter certeza. Podem esperar toda garra, esforço, concentração, foco. Vou estar lá dentro dando o meu melhor para que a gente possa trazer essa sexta estrela para casa — concluiu.
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