
A reta final de vendas de ingressos para a Copa do Mundo elevou os preços a níveis muito acima do previsto pelos próprios países-sede no dossiê de candidatura. Nos últimos lotes liberados pela Fifa, os valores subiram de forma significativa.
O ingresso mais caro para a final saltou de US$ 6.370 para US$ 10.990 (em torno de R$ 56,8 mil pela cotação atual). Já as opções disponíveis no site oficial são escassas: a mais barata custa US$ 380 (R$ 2 mil), enquanto a mais cara fora da decisão chega a US$ 2.735 (R$ 14 mil), na estreia dos Estados Unidos. Na revenda, os números fogem completamente do padrão. Há entradas para a final sendo ofertadas por até R$ 950 mil. Em comparação, o ingresso mais caro da decisão da Copa de 2022, no Catar, custava cerca de R$ 8,2 mil.
Muito acima do previsto
No projeto de candidatura apresentado por Estados Unidos, Canadá e México, o ingresso mais caro da Copa era estimado em US$ 1.550, com média pouco acima de US$ 1.400. Hoje, o valor oficial da final já é mais de sete vezes maior. Na revenda, pode ultrapassar em até 118 vezes o que foi projetado inicialmente.
Quanto custa ver o Brasil na fase de grupos
Os ingressos para a fase de grupos da Copa 2026 variam conforme a categoria. Para os jogos da Seleção, os preços mais baixos custavam R$ 327 nos lotes iniciais.
A estreia da Brasil é contra o Marrocos, em 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Para esse jogo, no momento, tem apenas ingressos de hospitalidade disponíveis no site oficial, a partir de US$ 2.900 (cerca de R$ 15 mil). Na revenda, até existem bilhetes mais baratos (a partir de US$ 120), mas são raros.
A média segue acima dos R$ 15 mil, com opções que passam dos R$ 100 mil. Contra a Escócia, no último jogo da fase de grupos, há ingressos anunciados por até R$ 742 mil.
Preço dinâmico é polêmico
A Fifa adota o modelo de preço dinâmico, em que os valores variam conforme a procura. A entidade defende o sistema e diz que ele amplia opções ao torcedor e ajuda a financiar o futebol global.
As críticas, porém, são fortes. Parlamentares dos Estados Unidos afirmam que o modelo torna a Copa menos acessível e pode transformar o torneio em um evento restrito a poucos. O modelo de preço dinâmico é legal no país norte-americano, mas não em todos os países.
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