
A presença do Irã na Copa do Mundo 2026 segue como incerta em meio à escalada de tensões políticas e militares envolvendo o país do Oriente Médio e os Estados Unidos. O governo iraniano condiciona a participação da seleção a uma resposta da Fifa sobre o pedido de mudança do local de seus jogos — atualmente previstos para território estadunidense.
A situação ganhou novos contornos após declarações de Donald Trump, que elevou o tom contra o regime iraniano nesta terça-feira (7). Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, sendo que o prazo imposto para a reabertura do Estreito de Ormuz é às 21h desta terça. Embora não tenha detalhado ações militares, o presidente norte-americano já havia dito anteriormente que poderia invadir o Irã “em uma noite”.
Diante desse cenário, a federação iraniana (FFIRI) pressiona a Fifa para transferir os jogos da fase de grupos dos Estados Unidos para o México, alegando riscos à segurança em função do envolvimento militar norte-americano em conflitos na região. O ministro do Esporte iraniano, Ahmad Donyamali, afirmou que a decisão final sobre a presença na Copa dependerá diretamente da resposta da entidade máxima do futebol.
Apesar da pressão, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou recentemente que o Irã deve cumprir a tabela prevista. Ainda assim, o governo iraniano mantém posição cautelosa e, inclusive, proibiu temporariamente que equipes do país viajem para nações consideradas hostis.
O Irã está no Grupo G, junto com Bélgica, Egito e Nova Zelândia. No entanto, segundo Donyamali, caso garantias de segurança não sejam apresentadas ou o pedido de mudança não seja aceito, as chances de o país atuar em solo norte-americano são “muito baixas”.
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