
Completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 vai pesar no bolso do torcedor, passando de R$ 1 mil. Além do reajuste no preço da figurinha, esta será o maior Mundial da história, com 48 países (eram 32).
Agora, serão 980 cromos, um acréscimo de 310 em relação a 2022. O valor de cada figurinha passou de R$ 0,80 para R$ 1 – serão sete em cada pacotinho.
Com isso, em um cenário improvável, sem figurinhas repetidas, o custo mínimo chega a R$ 980 — sem contar o valor do álbum. No site da Panini, a editora da publicação, já é possível comprar em duas versões: capa dura, por R$ 79,90, e capa cartão, por R$ 24,90.
Na última Copa, em 2022, completar o álbum sem figurinhas repetidas custava R$ 536, o que representa um aumento de 82%.
Comparação com as últimas edições
O novo valor reacende a discussão sobre o encarecimento progressivo de um dos hobbies mais populares entre torcedores brasileiros. Para entender o impacto real, contudo, a comparação com edições anteriores precisa considerar a inflação.
Na Copa do Mundo de 2014, cada figurinha custava R$ 0,20. Em valores atualizados, isso equivale a R$ 0,38 — o que faz com que o preço atual (R$ 1) seja 163% mais alto em termos reais. Já em 2018, o valor subiu para R$ 0,40 por unidade: corrigido pela inflação, chegaria hoje a R$ 0,60, tornando o preço atual 67% superior.
Na última Copa, em 2022, cada figurinha custava R$ 0,80, o equivalente a R$ 0,93 hoje — o que indica que o valor atual é 7,5% maior.
O aumento em números
Copa do Mundo de 2014
- R$ 0,20 por figurinha (pacote com cinco custava R$ 1)
- Valor corrigido pela inflação: R$ 0,38 hoje
Copa do Mundo de 2018
- R$ 0,40 por figurinha (pacote com cinco custava R$ 2)
- Valor corrigido pela inflação: R$ 0,60 hoje
Copa do Mundo de 2022
- R$ 0,80 por figurinha (pacote com cinco custava R$ 4)
- Valor corrigido pela inflação: R$ 0,93 hoje
Produção: Leo Bender



