
Donald Trump se manifestou nesta quinta-feira sobre a desistência do Irã de participar da Copa do Mundo. O presidente dos Estados Unidos, um dos três países a sediar o torneio, junto de México e Canadá, disse que a seleção é bem-vinda em solo americano, mas aconselhou os iranianos a não participarem do torneio da Fifa.
O Irã vive contexto de guerra no Oriente Médio após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel. A ofensiva, iniciada no início deste mês, matou o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo que governava o país há mais de 30 anos.
— A seleção iraniana de futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas, sinceramente, não acho apropriado que eles estejam lá, considerando a segurança e as próprias vidas dos participantes. Agradeço a atenção dispensado a este assunto — escreveu Trump, em publicação na rede social Truth Social.
Nesta quarta-feira (11), o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, afirmou que a seleção iraniana na Copa do Mundo estava impossibilitada de participar da Copa do Mundo por causa da guerra no Oriente Médio.
— Dado que este governo corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, não há condições para que participemos da Copa do Mundo — disse, em entrevista à TV estatal iraniana.
— Duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses, e milhares de nossos cidadãos foram mortos. Portanto, não temos possibilidade de participar desta forma.
O Irã tem jogos marcados em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia e Bélgica, em 15 e 21 de junho, e na cidade de Seattle, em Washington, contra o Egito, no dia 26 de junho.
O regulamento da Fifa prevê uma multa mínima de 250 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão) para a equipe que abandonar o torneio. Com a confirmação da desistência do Irã, a entidade pode manter o grupo originalmente ocupado pelo Irã com apenas três seleções ou convidar outro país para preencher a vaga.
Emirados Árabes Unidos e Iraque, que chegaram às fases finais das Eliminatórias Asiáticas, são os países com mais chances de herdar a vaga dos iranianos caso a Fifa escolha pela inclusão de uma seleção substituta.
Guerra no Oriente Médio
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã começou no fim de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses lançaram uma série de ataques contra instalações militares e estratégicas iranianas. O aiatolá Ali Khamenei, que governava o país desde 1989, foi morto no primeiro dia de conflito. O seu filho, Mojtaba Khamenei, foi o escolhido para ser o sucessor.
EUA e Irã mantêm uma longa rivalidade política. Para críticos do regime iraniano, o país apoia organizações armadas e mantém um programa nuclear considerado uma ameaça à segurança internacional. O ataque foi planejado pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente americano, Donald Trump, em meados de fevereiro.
Após os primeiros ataques, o Irã revidou e atacou bases dos EUA e aliados na região do Golfo. O confronto também atingiu rotas estratégicas de energia, como o Estreito de Ormuz, por onde percorre uma parcela significativa do petróleo mundial, aumentando o risco de impactos econômicos em escala global.
Até agora, a guerra já provocou milhares de mortes, feridos e destruição no Irã e da região. Não há a expectativa de cessar-fogo e há temor de que o conflito se prolongue ou envolva outras nações do Oriente Médio.
