
Quando voltar aos países do Tri e do Tetra, a Seleção Brasileira encontrará quase tudo diferente. Aliás, só não é tudo porque o imponente Estádio Azteca, no México, continua firme, forte e charmoso. De resto, não sobrou quase nada de 1970 e de 1994.
Dos sete campos que presenciaram as campanhas vitoriosas do Brasil, seis não serão utilizados. Um deles nem existe mais. O Pontiac Silverdome, em Detroit, onde a Seleção empatou com a Suécia no terceiro jogo da fase de grupos de 1994, foi posto abaixo em 2017. Em seu lugar, foi erguido um grande depósito da Amazon.
Os demais estão de pé, mas não fazem parte da lista da próxima Copa. Na Califórnia, os estádios de Stamford, em Palo Alto, local onde a Seleção mais esteve na campanha do Tetra, e o Rose Bowl, palco da semi e da final, deram lugar na Copa a novas estruturas erguidas em Los Angeles e San Francisco. E em Dallas, o Cotton Bowl, que viu a épica vitória de 3 a 2 sobre a Holanda, foi substituído pela AT&T Arena.
No México, a cidade de Guadalajara receberá partidas da Copa, mas não da Seleção e nem no histórico Estádio Jalisco. O campo que viu Pelé tentar o gol do círculo central não será usado. A Fifa optou pelo Akron Stadium, do Chivas.
Assim, só o Estádio Azteca pode ser reencontrado. Mas, para isso, a combinação não é das mais fáceis. O Brasil terá de se classificar como um dos melhores terceiros colocados. E enfrentará o primeiro colocado do Grupo A (México, África do Sul, Coreia do Sul e um dos sobreviventes da repescagem). Se vencer, jogará novamente no Azteca as oitavas de final.



