
Copa do Mundo não é sexta-feira 13, mas está cheia de seleção grande levando susto. De 1950 a 2022, o torneio está repleto de pequenos desbancando os favoritos.
A seguir, relembre as campanhas mais surpreendentes da história dos Mundiais.
Estados Unidos (1950)

A empáfia dos criadores do futebol impediu que eles disputassem as três primeiras edições do torneio. Eles se consideravam bons demais para se misturar com a plebe futebolística. Em 1950, toparam vir ao Brasil e protagonizaram a primeira grande zebra das Copas.
No Estádio Independência, a Inglaterra foi derrotada por 1 a 0 pelos Estados Unidos. O gol da partida foi marcado por Joe Gaetjens, um haitiano. À época, apenas por demonstrar interesse de jogar pela seleção do país lhe permitia defender os EUA. Mesmo com o gol, ele morreu em 1964 sem nunca se tornar cidadão americano.
Coreia do Norte (1966)
Bicampeã mundial, a Itália disputava contra a Coreia do Norte uma vaga na segunda fase da Copa do Mundo de 1966. O Ayresome Park, em Middlesbrough, encheu para ver uma vitória italiana. Todos voltaram estarrecidos para a casa.
Com um gol de Pak Doo-ik, os norte-coreanos abriram vantagem no fim do primeiro tempo. Resistiram à pressão da Azzurra e avançaram para à segunda fase. O craque da defesa italiana Giacinto Facchetti e seus companheiros voltaram para casa.
Camarões (1982 e 1990)
Zebra mesmo os camaroneses foram na Copa de 1990. Mas oito anos antes, foram uma espécie de zebrinhas africanas. A Itália conecta os dois casos.
No primeiro, os italianos passaram de fase por terem marcado um mísero gol a mais do que Camarões. As duas seleções empataram os seus três jogos. O mais marcante foi o confronto direto terminado em 1 a 1.
Duas edições depois, Camarões foi além. A equipe foi responsável por uma manada de zebras na Copa da Itália. Logo na abertura do Mundial, 1 a 0 sobre a Argentina, de Maradona. Nunca um defensor do título havia perdido no jogo inaugural.
Os Leões Africanos passaram em primeiro em um grupo que ainda tinha Romênia e União Soviética. Nas oitavas protagonizaram um épico contra a Colômbia. Vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia fora o baile de Roger Milla na comemoração do gol da classificação, uma das cenas mais antológicas da história das Copas.
Os ingleses tiveram de suar para ir à semifinal. O 3 a 2 com direito à prorrogação fez Camarões sair do torneio, mas entrar para a história das Copas.
Suécia, Bulgária e Romênia (1994)

Uma final do currículo (1958) não tirou da Suécia o status de surpresa na primeira Copa disputada na terra do Tio Sam. Os suecos engrossaram com o Brasil na primeira fase no empate em 1 a 1, em Detroit. Kennet Andersson marcou o primeiro dos seus cinco gols naquela edição.
Depois de passar por Arábia Saudita e Romênia, os nórdicos voltaram a cruzar com o Brasil. Com um gol de cabeça de Romário, a Seleção acabou, como em 1958, com o sonho sueco.
No outro lado da chave quem repetia os feitos da Suécia era a Bulgária. Stoichkov foi o responsável por superar a Argentina, outra vez de Maradona, na fase de grupos. México e a defensora do título Alemanha foram batidas na sequência. A ascensão virou queda na semifinal contra a Itália, com dois gols de Roberto Baggio. Na disputa do terceiro lugar, a Suécia goleou a Bulgária por 4 a 0.
Outra seleção do leste europeu surpreendeu no Mundial. A Romênia de Gheorghe Hagi venceu na primeira fase a sensação Colômbia, os anfitriões da competição EUA e eliminou a Argentina no mata-mata. Contudo, os romenos não resistiram aos suecos nas quartas de final.
Croácia (1998)

Dissolvida a Iugoslávia no começo dos anos 1990, a recém independente Croácia foi para a sua primeira Copa do Mundo. Robert Prosinečki e Robert Jarni aumentaram a lista de jogadores a atuarem por duas seleções em mundiais.
Foi um estreante que levou os croatas até o terceiro lugar da Copa da França. O centroavante Davor Suker foi o artilheiro do torneio. Seu time passou invicto em um grupo com Argentina, dessa vez sem Maradona, Jamaica e Japão. Nas etapas eliminatórias, superou Romênia e Alemanha. Perdeu para a França, na semi, e superou a Holanda na disputa pelo terceiro lugar.
Turquia, Coreia do Sul e Senegal (2002)

Aquela França que passou pela Croácia não era mais a mesma quatro anos depois. Logo na estreia, um gol de Bouba Diop proporcionou mais uma “queda da Bastilha” em aberturas de Copa. A derrota por 1 a 0 sobre Senegal não foi o único tropeço. Os franceses não se classificaram em uma chave que ainda contava com Dinamarca e Uruguai.
A Suécia foi a vítima de Senegal nas oitavas. Nas quartas, pararam na Turquia. Os turcos complicaram a vida do Brasil na fase de grupos, perdendo com um gol de pênalti em uma falta que aconteceu fora da área. Na semifinal, Ronaldo decidiu o jogo marcando o gol da Seleção no 1 a 0, em Saitama.
Na decisão do terceiro lugar, a Turquia enfrentou a Coreia do Sul, um dos países anfitriões. Os coreanos contaram com colaboração da arbitragem nas oitavas de final contra e Itália e, principalmente, contra a Espanha nas quartas, em jogo decidido nos pênaltis. Contra a Alemanha, nada impediu que Ballack escrevesse o 1 a 0.
Na decisão de terceiro lugar, Hakan Şükür marcou o gol mais rápido da história das Copas, abrindo a contagem do 3 a 2 dos turcos sobre os sul-coreanos.
Costa Rica (2014)

Depois de 24 anos, a Costa Rica voltou a um mata-mata de Copa. Passou em um grupo com três campeões mundiais, e na liderança. Venceu Uruguai e Itália. Empatou com a Inglaterra.
Não precisava mais nada. Mas fez mais. Eliminou nos pênaltis a Grécia nas oitavas. Caiu da mesma forma para a Holanda nas quartas.
Marrocos (2022)

A África chegou pela primeira vez à semifinal da Copa do Mundo graças a Marrocos. Os Leões de Atlas jogaram por um continente após lideraram um grupo com Croácia, Bélgica e Canadá.
A Espanha foi despachada nos pênaltis nas oitavas. Portugal levou 1 a 0 nas quartas. O fim da linha foi a derrota por 2 a 0 para a França. Na decisão do terceiro lugar, derrota para a Croácia.
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