
Daqui a 100 dias falaremos todos sobre o mesmo assunto? Das 16h de 11 de junho, uma quinta-feira, às 16h de 19 de julho, um domingo, os temas comuns do cotidiano ficarão um pouco menos importantes. Como a cada quatro anos, o que importa por um mês (dessa vez um mês e pouco) é a Copa do Mundo.
Quando México e África do Sul se encontrarem no histórico Estádio Azteca, o primeiro a receber três vezes uma abertura de Mundial, nossos olhos estarão voltados para a América do Norte. Mas até lá, há muito o que ser questionado, dentro e fora de campo. A interrogação é tão simbólica nesta data que parece ser impossível não começar cada tema com uma pergunta.
A primeira dessas perguntas que março deixa para junho é:
Vai ter Copa mesmo?
Com os conflitos dos Estados Unidos, o país com mais sedes, estão cada vez mais frequentes os questionamentos sobre a realização do Mundial no país de Donald Trump. O México também viveu dias conturbados após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, "El Mencho". Até o Canadá está sob tensão com as taxações dos EUA.
E os países em guerra?
O Irã é o caso mais latente. Classificado para a Copa, o país está em guerra com os anfitriões Estados Unidos. Publicações internacionais afirmam que a Fifa trabalha com um plano B em caso de desistência dos iranianos.
Afora os aspectos geopolíticos e até mesmo à dúvida sobre a capacidade dos EUA em receber o evento com esse ambiente (e até mesmo a moralidade disso), como está dentro de campo? Que, na verdade, deveria ser o único quando se fala de uma competição esportiva.

Quem pode desbancar a Argentina?
França? Alemanha? Portugal? Qual delas impedirá o tetra dos hermanos? Por falar em tetra, a Itália finalmente estará de volta? Em março, a 80 dias da Copa, serão conhecidos os últimos participantes.
E o Brasil?
Pela primeira vez na história, um estrangeiro treinará a Seleção em uma Copa. Carlo Ancelotti sabe o peso disso. Está tendo, em 2026, a experiência completa. Esteve no camarote do Carnaval, é garoto-propaganda de cerveja, já recebeu pressão de artistas para a convocação de algum jogador. É o pacote total. Mas justamente por não ser brasileiro, espera-se uma resistência maior e um manejo melhor das dificuldades do período.

Quantas vagas estão abertas na Seleção?
Oito? Nove? Dez? E, claro, a pergunta mais repetida do futebol brasileiro: Neymar vai?
Com tanta dúvida, tanto debate, tanto mistério, só resta mesmo perguntar: quanto tempo demora para passar esses 100 dias?
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