
O técnico da Seleção Brasileira Carlo Ancelotti falou nesta sexta (5), nos Estados Unidos, sobre os adversários do Grupo C, a expectativa para os amistosos de março e a chance de Neymar ir para a Copa. Sobre o camisa 10 do Santos, o italiano foi enfático:
— Estamos em dezembro, a Copa do Mundo é em junho, vou eleger a equipe que vai jogar em maio. Se o Neymar merecer estar na Copa, se estiver bem, melhor que outro, vai estar na Copa. Eu não tenho dívida com ninguém.
E já deu uma pista: a intenção é não fazer testes na data Fifa de março, contra França e Croácia. A lista de jogadores para os amistosos não será definitiva, mas estará perto da convocação final para a Copa.
— Temos sempre que ter a dúvida, porque, hoje eu posso pensar em um jogador e amanhã, em um jogo, ele se lesiona. Então nunca vai ser definitiva 100% — disse.
Ancelotti ainda valorizou os jogadores do Brasil. Questionado sobre o menor número de destaques individuais na Seleção Brasileira em relação a outras Copas, o técnico disse que "pode fazer uma lista de jogadores que podem ser protagonistas na Copa do Mundo". Ao mesmo tempo, destacou que isso não é o mais importante:
— Eu não quero jogadores que queiram ser os melhores do mundo. Eu quero jogadores que queiram ganhar a Copa do Mundo. Então, se não temos um jogador referente não importa. O que importa é ter grupo que queira ganhar.
Percepção sobre os adversários do grupo
Os primeiros confrontos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo foram definidos nesta sexta-feira (5), em sorteio realizado nos Estados Unidos. O Brasil caiu no Grupo C ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti, com estreia marcada para 13 de junho.
Para Ancelotti, o grupo é difícil. O técnico destacou que a Escócia se classificou direto para a Copa do Mundo nas Eliminatórias da Europa, e que o Marrocos, depois de fazer uma boa Copa em 2022, vem melhorando.
— É um equipe muito sólida, de diferente característica, porque Marrocos pode ser que tenha uma organização defensiva muito boa. A Escócia trabalha muito no aspecto físico, como habitualmente fazem as equipes escocesas. O Haiti, honestamente, não conheço muito. Sei que é a segunda vez que joga na Copa do Mundo. É um time que temos tempo para estudá-lo — comentou.
Ancelotti diz que a ideia da comissão técnica é clara: a Seleção tem que ser competitiva em toda a Copa. É preciso respeitar os adversários, estudá-los e, depois, ganhar.
— Temos essa responsabilidade, que é uma boa responsabilidade. Não temos medo de pensar que podemos ganhar, de trabalhar para poder ganhar. Isto é uma grande responsabilidade. Temos que ter coragem para dizer isso e para trabalhar nisso.


