
Fernando Alonso e Lance Stroll terão um número de voltas limitadas e não vão completar a prova do GP da Austrália neste domingo (8). A informação foi divulgada pela própria Aston Martin na manhã desta quinta-feira (5), em Melbourne.
De acordo com o projetista Adrian Newey, a unidade de potência Honda da equipe causa vibrações que podem danificar as mãos dos pilotos, o que motivou a decisão da equipe.
— Essa vibração (transmitida pela unidade de potência Honda) para o chassi está causando alguns problemas de confiabilidade. Espelhos e lanternas traseiras que se soltam do carro, esse tipo de coisa, que estamos tendo que resolver. Mas o problema mais significativo é que essa vibração acaba sendo transmitida para os dedos do piloto — afirmou Newey.
É provável que nenhum dos dois pilotos da equipe consiga tolerar sequer metade das 58 voltas da corrida, e o tempo de prova do carro será "muito limitado" até que uma solução seja encontrada.
— Fernando (Alonso) acha que não pode dar mais de 25 voltas consecutivas antes de correr o risco de sofrer danos permanentes nos nervos das mãos. Lance (Stroll) acha que não pode dar mais de 15 voltas antes de atingir esse limite. Teremos que restringir bastante o número de voltas até resolvermos a origem da vibração — completou o projetista.
A Aston Martin teve uma pré-temporada complicada e completou o menor número de voltas entre as 11 escuderias da F1. Muitas vezes, o carro apresentou um rendimento mais lento até do que o da a nova equipe Cadillac.
Apesar da longa lista de problemas, Newey afirma que o carro AMR26 tem um potencial enorme, já que a Fórmula 1 inicia uma nova era de regulamentos em 2026.
Ele argumenta que o chassi é o quinto melhor da categoria, atrás das equipes líderes: Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull, e que, após um programa de desenvolvimento agressivo, tem potencial para competir na frente em algum momento da temporada.
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