
Milhares de pessoas lotaram o Autódromo FuelTech Velopark para a sua reinauguração neste sábado (7), em Nova Santa Rita. Carros customizados e antigos, manobras radicais, drifts — até mesmo de trator — e diversas atrações marcaram o festival automotivo, cujos ingressos esgotaram há 10 dias.
Este foi o primeiro evento oficial do tradicional autódromo gaúcho após a aquisição no ano passado pela FuelTech, empresa gaúcha referência no desenvolvimento de sistemas eletrônicos de gerenciamento de motores para alta performance. De acordo com a organização, foram vendidas mais de 15 mil entradas para o evento. A alta adesão do público chegou a causar congestionamento na BR-386.
O sábado nublado deu lugar a um céu limpo, com direito a vista do pôr do sol durante o evento, que ganhou ainda mais cor com a ampla variedade de carros customizados — até mesmo com turbina de avião.
Mais de mil veículos se posicionaram no autódromo e foram admirados e fotografados por aficionados por automobilismo — de entusiastas a competidores, além de profissionais do setor —, enquanto outros tantos ficaram espalhados pelo estacionamento. O público veio dos mais diversos pontos do Brasil e da América do Sul, muitos organizados em caravanas.
Aprovação do público
O mecânico Bruno Pádua de Mendonça, 45 anos, e a auxiliar de escritório Paola Teixeira, 37, partiram de avião às 5h da manhã de Uberlândia, em Minas Gerais, exclusivamente para participar do evento, com retorno previsto para a madrugada de domingo (8).
— A gente vive neste meio, de arrancada, de oficina. A turma é grande, a gente gosta. A gente já veio para cá vários dias para arrancadas, aqui no Velopark. Agora a gente aproveitou que estava tendo essa reinauguração e decidiu vir de novo, passear só. Estamos gostando muito — contou Mendonça.
Para o mecânico, o destaque dos eventos são os carros exóticos.
— Tem muito carro legal. Só que tem uns específicos, que parece que fazem parte da nossa infância, que a gente gosta mais — acrescentou.

Exposição de arrancada, revelações de customizações — como a de uma Ferrari, aguardada com expectativas por centenas de pessoas com celulares erguidos — e a presença de veículos off-road também foram atrativos do evento. Os boxes do autódromo também permaneceram abertos para visitação, com produtos, serviços e especialistas.
Lucas de Oliveira, 23, de Esteio, foi ao evento com a intenção de ver um pouco de tudo: atrações, como o borrachão, e os carros em exposição. Para o desenvolvedor de sistemas, é uma oportunidade de conhecer diferentes estilos e veículos de outras regiões.
— Eu gosto muito de carro, a vida inteira, e aqui, no Velopark, cresci correndo de kart, então agora, com a reinauguração da FuelTech, achei bem legal. O evento está muito bonito, trouxe bastante gente, bem organizado — destacou, enquanto assistia aos drifts.

Celebridades do ramo automobilístico, como Ricardinho ACF, Tonimek, Guilherme da Avantgard, entre outros, também participaram do festival e interagiram com fãs, que formaram filas para garantir um abraço e uma foto com os ídolos.
O uruguaio Fernando Montero, médico, conquistou o público com seus drifts em um carro com motor de Ferrari. O piloto costuma participar apenas de eventos beneficentes para arrecadar recursos para crianças com câncer ou cardiopatias. A participação no evento no Rio Grande do Sul foi, segundo ele, uma forma de conhecer mais pessoas e viabilizar ações desse tipo no Brasil. Ele viajou quase mil quilômetros para participar do festival — e diz que valeu a pena.
— É um evento incrível. É um dos maiores shows da América Latina hoje. Realmente vai haver um antes e depois do FuelTech Velopark. Estamos viajando do Uruguai, muitas pessoas, Argentina também, pessoas do Peru. Eu acho que isso talvez possa reunir e fazer a diferença na América.

O evento contou também com shows da banda New Wave e de Maurício Sonnenberg, além de praça de alimentação e áreas voltadas a famílias.
Expectativas superadas
Para Anderson Dick, fundador e CEO Global da FuelTech, o evento superou — e muito — as expectativas. Para os apaixonados por carro, é uma oportunidade de tirar o veículo da garagem e encontrar os amigos. Mesmo quem não é fã de automobilismo pôde assistir a atrações diversas, apontou o CEO.
— A gente estava prevendo fazer alguma coisa diferente. Nosso objetivo é tornar o autódromo muito mais um palco de espetáculos, trazer entretenimento junto com o automobilismo, de uma forma diferente. É uma comunidade muito grande. A gente teve uma adesão fantástica do Brasil, da América do Sul inteira, muita gente vindo dirigindo seus carros. E isso surpreendeu muito a gente. Então, estou muito contente — ressaltou.
Para Dick, o resultado confirma que os sócios estão no caminho certo. Ele aponta que o investimento no espaço é alto e precisa dar retorno — e já há um calendário repleto de eventos e novidades, justamente para levar esse espírito também ao automobilismo tradicional e movimentar mais o público.





