
Um dos principais responsáveis pelo retorno da McLaren ao topo da Fórmula 1 foi Lando Norris. Ele entrou na categoria em 2019, com um dos piores carros do grid, e em 2025 coroa sua trajetória, bastante contestada, com a conquista do primeiro título mundial da sua carreira.
Aos 26 anos, o britânico venceu o campeonato, superando o tetracampeão Max Verstappen e seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, que parecia estar à frente dele na disputa pelo título, apesar da menor experiência na F1.
Contestado e duramente criticado por uma aparente falta de empenho em ser campeão, Norris superou as dúvidas e assumiu a liderança do campeonato a quatro rodadas do fim da siputa. Na última etapa, em Abu Dhabi, bastou o terceiro lugar para assegurar o título, mesmo com vitória de Verstappen.
Trajetória até o título
Ao entrar na F1 após se destacar em categorias preparatórias, Norris era visto como uma boa promessa para a equipe retomar os anos de glórias. A McLaren vinha de quatro temporadas seguidas fora do top 5 entre as equipes.
A chegada do jovem piloto não foi o único motivo para a escuderia britânica melhorar, pois houve um planejamento de reestruturação. Porém, Norris se tornou o rosto do projeto, que visava voltar a conquistar títulos de piloto, o que não acontecia desde 2008, com Lewis Hamilton.
Em 2020, o britânico conquistou o primeiro pódio e somou 97 pontos, quase o dobro em relação ao ano de estreia, ajudando a McLaren a ficar em terceiro no campeonato de construtores.
Os anos seguintes foram de afirmação, mas a falta de vitórias era um fator que incomodava Norris e fazia com que surgissem dúvidas sobre o seu talento.
Após bater na trave em algumas provas, somente em 2024 o britânico venceu pela primeira vez na F1. Norris terminou com quatro triunfos e teve a chance de disputar o título de pilotos, já que a McLaren melhorou o desempenho e terminou como campeã entre os construtores.
A temporada do título
O ano começou com a McLaren sendo o melhor carro do grid. Isso fez com que a responsabilidade de ser o campeão entre os pilotos caísse nas costas de Norris. Na primeira etapa, na Austrália, ele confirmou o favoritismo e venceu.
No entanto, ao longo da primeira metade, ele viu seu companheiro, Oscar Piastri, ter alto rendimento e assumir a liderança do campeonato. O australiano, porém, teve uma queda a partir das reta final da temporada.
Essa foi a chance de Norris encostar e entrar de vez na disputa pelo título. A mudança ocorreu principalmente após uma fala do piloto de que "ser campeão da F1 não era sua prioridade". Críticas não faltaram por conta da declaração.
No entanto, a resposta veio pista. No México, Norris assumiu a liderança. No Brasil, o britânico dominou a sprint e a corrida principal para abrir boa vantagem em relação a Piastri e Verstappen.
Em Las Vegas, Norris poderia ter encaminhado a conquista, mas foi desqualificado por conta de uma irregularidade no carro. Na penúltima etapa, no Catar, o britânico somou menos pontos em relação aos concorrentes, mas chegou bem na última prova.
Foram 12 pontos a mais do que Verstappen e 16 em relação a Piastri. Na corrida final, ele fez a sua parte e terminou dois pontos à frente do holandês.




