
Com objetivo de se tornar o maior parque automobilístico da América Latina, o Velopark, inaugurado em 2008, terá novos donos a partir de 2026. Duas empresas vão assumir controle do empreendimento localizado em Nova Santa Rita, com expectativas de melhorias nos espaços, que reúnem fãs e grandes nomes do automobilismo.
Os proprietários até o final do ano, o empresário Felipe Johannpeter e a sócia-administradora Sofia Costa, tiveram a iniciativa de encerrar um ciclo de 17 anos à frente do negócio. A oficialização da venda ocorreu neste sábado (25). Os valores não foram divulgados, mas o Velopark tem uma avaliação de R$ 100 milhões.
— Temos certeza de que contribuímos para a história do automobilismo. Encerramos a participação no negócio com segurança da continuidade da entrega para o público e do legado de um complexo consagrado e referência no segmento — afirmou Sofia Costa, diretora geral do Velopark, em entrevista à Zero Hora.
A partir de 2026, a FuelTech — empresa sediada em Porto Alegre com foco no desenvolvimento de sistemas eletrônicos de gerenciamento de motores para alta performance — administrará o autódromo, que recebe corridas de Stock Car, Fórmula Truck, arrancada e outras categorias.
O kartódromo, que tem pistas em conformidade com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e recebe competições nacionais e internacionais, será administrado pela Techspeed, empresa catarinense que é referência na fabricação de karts e administração de kartódromos.
Mudanças para o futuro

O autódromo do Velopark passará por mudanças. De acordo com Anderson Dick, CEO Global da FuelTech, já foram adquiridos mais 40 hectares para aumentar o tamanho da pista — atualmente com 2.278 metros — e realizar melhorias em todo o circuito.
— Vamos dar um passo em direção para ser um parque automobilístico. Já há um terreno perfeito para isso, vamos fazer investimentos e temos recursos — explicou Dick, em entrevista para Zero Hora.
A ideia é que mais categorias sejam disputadas no Velopark, nacionais e internacionais. Outro foco é nas provas de arrancadas, que foram fundamentais para o início da trajetória e atualmente atraem muitos fãs.
Sobre o kartódromo, que já é gerenciado pela Techspeed desde 2023, não devem ser realizadas muitas mudanças, pois as duas pistas já contam com estrutura de ponta, as quais são referência no mundo do kart.
— Algo que queremos fazer é a inversão de pista, pois o pessoal pede muito e é muito atrativo. Estamos adaptando algumas coisas em termos de modernização, mas a infraestrutura é muito completa — afirmou Rogério Naspolini, diretor da Techspeed.
A ideia é atrair mais fãs dos campeonatos e pessoas que querem aprender a pilotar. O kartódromo do Velopark já é candidato para receber etapas de competições nacionais e sul-americanas.
Grandes momentos do Velopark

A partir de 2026, o Velopark começa uma nova era. No entanto, tudo o que os fãs de automobilismo já vivenciaram ao longo dos 17 anos foi especial. O investimento nas arrancadas foi fundamental para o sucesso do local.
— A vinda da arrancada com uma pista de 402 metros, que não existia no Brasil, foi um marco importante. Trouxe muito público para a categoria e foi um diferencial. Em 2019, por exemplo, tivemos um evento de arrancada que reuniu mais de 70 mil pessoas ao longo do final de semana, era um clima de Copa do Mundo — relembrou Sofia.
As corridas da Stock Car também foram marcantes, com disputas intensas por vitórias. No kart, as escolinhas e as grandes provas formaram pilotos de alto nível, como os gaúchos César Ramos e Arthur Leist, ambos na Stock Car atualmente.
— O que me marca é a continuidade do Velopark, sempre evoluindo. Eu estou aqui desde o primeiro dia, até vi uma foto do dia da inauguração em que eu tive a oportunidade de pilotar — contou Dick.




