
A chuva se tornou um pesadelo para pilotos, equipes e fãs da Fórmula 1. Provas estão atrasando quando ocorrem precipitações altas. No Grande Prêmio da Bélgica, no última final de semana, a corrida começou com uma hora e 20 minutos de atraso.
Além da indignação, o público que acompanha a F1 também faz questionamentos sobre os motivos das corridas não serem realizadas quando chove muito. Lembranças de provas antigas são utilizadas para alimentar as críticas.
Décadas atrás, as corridas ocorriam em situações parecidas com as do último final de semana, em Spa-Francorchamps, por exemplo. No entanto, os carros de Fórmula 1, da maneira que foram projetados no atual regulamento, geram sprays d'água que prejudicam a visibilidade dos pilotos.
— O principal responsável é o assoalho e o difusor traseiro gigante. É isso que faz com que a água seja literalmente lançada para trás com força — explicou Peter Bayer, CEO da Racing Bulls, após a corrida na Bélgica.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) testou algumas ideias para diminuir esse problema. Porém, os efeitos foram mínimos.

Esperança em 2026
A partir de 2026, com a chegada do novo regulamento da F1, a expectativa é de que esse problema seja solucionado. Entre as mudanças principais, os difusores serão menores e o efeito solo será reduzido.
De acordo com a FIA, essas alterações devem cortar de maneira contundente a formação dos sprays de água.
Os pneus também devem ser modificados. Atualmente, são dois compostos feitos para chuva, os intermediários e os de chuva forte. No entanto, eles não auxiliam na diminuição do spray. Portanto, os pneus devem ser mais estreitos para ajudar na solução do problema.
Até lá, não faltam reclamações de pilotos e equipes. A Red Bull foi contundente nas críticas depois do último Grande Prêmio, por exemplo, pois havia preparado seus carros para a pista com chuva, e, por conta do atraso as condições mudaram.
— Primeiro, esperamos a chuva parar. Depois, ficamos esperando o sol aparecer. E mesmo assim, ainda rodamos várias voltas atrás do safety car — lamentou Laurent Mekies, chefe da Red Bull.


