
A professora e violinista Leci Lorena Barbieri Rizzi, uma das principais referências da formação musical em Bagé, na região da Campanha, morreu no último dia 12, aos 82 anos.
Nascida na cidade em 19 de março de 1944, ela construiu uma trajetória dedicada à educação musical e ao fortalecimento da cultura local, especialmente por meio do Instituto Municipal de Belas Artes Rita Jobim Vasconcelos (Imba).
Dedicação ao violino
Leci iniciou os estudos musicais ainda na infância no então Conservatório de Música de Bagé, atual Imba. Em 1957, concluiu o curso de teoria musical e solfejo e, desde cedo, passou a atuar como professora, trabalhando ao lado de antigos mestres, entre eles a pianista Gioconda Neves Rodrigues Figueiró.
Mesmo após a formação inicial, seguiu aprofundando os estudos no violino, instrumento ao qual dedicou grande parte da vida. Conhecida pela exigência consigo mesma, costumava relatar aos alunos que, quando julgava não estar pronta, pedia aos professores para repetir conteúdos.
A busca pela excelência resultou na formatura em violino, em 1982. Posteriormente, também se formou em flauta doce — embora sua atuação profissional tenha se concentrado no ensino de teoria musical, solfejo e violino.
Foram mais de 40 anos de docência no Imba. Por um longo período, foi a única professora de violino da instituição.
Atuação em orquestras
Ao longo das décadas de 1950 a 2000, Leci também integrou diversas orquestras de Bagé, exercendo em diferentes momentos a função de spalla, posição de destaque que atua como elo entre o maestro e os músicos.
Em nota, a Secretaria de Cultura de Bagé destacou o legado deixado pela educadora. "Natural de Bagé, a professora Leci Lorena Barbieri Rizzi fez da música sua missão e do Imba sua segunda casa. Ao longo de mais de 40 anos de docência, ela não apenas ensinou técnica; cultivou sonhos e preservou a tradição do violino em nossa terra”, diz o texto.
A homenagem ressalta ainda que Leci foi "mestra de gerações", cuja dedicação formou músicos que hoje levam o nome da cidade para o mundo.
Religiosa e profundamente ligada à cidade, Leci tinha devoção a São José, cuja data de celebração coincide com seu aniversário.
* Sob supervisão do jornalista Fábio Prikladnicki



