
Conhecer profissionais experientes e a rotina de empresas estabelecidas no mercado é um dos grandes diferenciais que uma universidade pode oferecer. A partir de metodologias de aprendizagem ativa, a instituição aumenta o engajamento dos alunos enquanto os ensina a problematizar questões e analisar cenários. É assim que os estudantes resolvem problemas reais ao mesmo tempo em que aprendem o conteúdo do curso.
Foi essa soma de fatores que levou as coordenadoras do curso de Moda da Unisinos, Juliana Bortholuzzi e Luciana Borges, a efetivar parcerias com organizações. Para isso, foram criadas duas dinâmicas diferentes: uma delas consiste na união entre as turmas e as equipes da empresa ao longo de um semestre inteiro, com atividades orientadas aos objetivos do projeto.
Ao final do período, um novo encontro é promovido na universidade ou na sede da parceira, para que os estudantes apresentem os trabalhos e recebam feedbacks dos profissionais.
— O aluno aprende o conteúdo da disciplina e já vai aplicar na vida real, desenvolvendo um projeto dentro do briefing que essa empresa propôs. Além disso, é uma vitrine, muitos são levados para estágio ou mesmo efetivados — conta Juliana.
A segunda ação é um workshop em que, ao final, os estudantes mostram o resultado e recebem feedback dos profissionais participantes. Sempre de surpresa, uma empresa é apresentada, conta sua história, seus posicionamentos e lança um briefing, que deve ser executado dentro da mesma semana.
— Essa metodologia ativa favorece o engajamento dos discentes, estimula a autonomia, fortalece o sentimento de pertencimento ao processo criativo e permite que, desde o início do curso, seus trabalhos sejam divulgados e associados a negócios reconhecidos no universo da Moda — observa Luciana.
Com essa abordagem, o acadêmico é estimulado a investigar, a interagir e a experimentar soluções para diferentes problemas.
Entre estampas, coleções e sessões de fotos
Um workshop é promovido a cada semestre. Sem saber o que vão encontrar, os alunos partem para uma jornada de trabalho em equipe, sob pressão, observados por professores e profissionais do mercado. O mais recente ocorreu em abril e foi com a Spirito Santo, grife de moda masculina com sede em Porto Alegre.
O desafio foi inédito: criar um editorial de moda para as redes sociais levando em consideração o público-alvo, a abrangência e outros quesitos. Em edições passadas, os estudantes já haviam criado estampas, coleções e diversos tipos de produto para outras confecções.
A banca, que é formada pela própria empresa, contou com o diretor criativo, uma estilista e um videomaker. Cada um estabeleceu cinco critérios para analisar os trabalhos e deu notas que definiram o vencedor.
— Fomos criteriosos como se estivéssemos escolhendo um trabalho para divulgar a marca. Ficou com um baita resultado, muito perto do profissional — avalia o diretor criativo da Spirito Santo, Luis Floriano.
O resultado foi tão satisfatório que já está publicado nas redes sociais. Nesta edição, o grupo escolhido (e premiado) precisou concorrer com outras 15 equipes, cada uma com oito alunos.
A recompensa veio com um voucher para trocar por produtos e com o convite para participar, até o fim do ano, de um shooting da Spirito Santo – uma sessão de fotos e vídeos para divulgar coleções.
— Os demais grupos também apresentaram soluções incríveis. Alguns estudantes continuam sendo observados e acompanhados pela nossa equipe — enaltece Floriano.
Ganha-ganha
O modelo de aprendizagem ativa, quando conectado com o mercado, traz benefícios tanto para os estudantes quanto para as empresas parceiras:
- Contato com profissionais atuantes no mercado
- Imersão na rotina da profissão escolhida
- Vitrine para mostrar suas aptidões e competências
- Trabalho em equipe, orientado a objetivos do mundo real
- Contato com as novas gerações e seus hábitos
- Aprendizado sobre tendências observadas na academia
- Descoberta de novos talentos no começo da carreira
- Inovação ou solução para problemas reais de forma colaborativa
*Produção: Padrinho Conteúdo


