
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) perderam posições no QS World University Rankings 2027, um dos principais levantamentos internacionais de Ensino Superior.
O resultado acompanha uma tendência nacional: nenhuma universidade brasileira avançou na classificação divulgada nesta quarta-feira (17) pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS).
A UFRGS segue como a instituição gaúcha mais bem colocada, mas caiu da 691ª posição para a faixa entre o 741º e o 750º lugar no mundo. A UFSM e a PUCRS tiveram recuo ainda maior: ambas deixaram a faixa entre as posições 1201 e 1400 e passaram a figurar no grupo de classificadas a partir da 1401ª colocação.
A UFRGS é a única universidade do Rio Grande do Sul citada entre as mil melhores do mundo. A instituição aparece como a sétima melhor universidade brasileira na edição de 2027. Veja a lista:
- Universidade de São Paulo (USP)
- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Universidade Estadual Paulista (Unesp)
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
- Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
- Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
- Universidade de Brasília (UnB)
- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
O resultado reforça um movimento de perda de competitividade apontado pela QS para o sistema de Ensino Superior brasileiro. A principal universidade do país, a USP, caiu 25 posições e passou da 108ª para a 133ª colocação mundial. A Unicamp recuou de 233º para 277º lugar, enquanto a UFRJ passou de 317º para 367º.
Na edição de 2026, o Estado já havia perdido uma representante com a saída da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) da classificação. Até então, o RS mantinha quatro instituições no ranking desde a edição de 2022.
Apesar das quedas, o Brasil segue como o sistema de Ensino Superior mais representado da América Latina, com 22 universidades classificadas.
Desafios
Segundo a QS, os principais desafios das universidades brasileiras estão ligados à internacionalização. Nenhuma instituição do país aparece entre as 800 melhores do mundo no indicador que mede a presença de professores estrangeiros, e apenas uma figura entre as 800 melhores na proporção de estudantes internacionais.
Outro ponto de atenção é o impacto da pesquisa científica, avaliado pela influência que os estudos produzidos nas universidades exercem sobre a comunidade acadêmica global.
Em contrapartida, a reputação acadêmica permanece como um dos pontos fortes do Brasil: USP e Unicamp figuram entre as cem universidades mais bem avaliadas do mundo nesse quesito, que mede o reconhecimento das instituições entre pesquisadores e especialistas.



