
O QS World University Rankings: Sustainability 2026, divulgado nesta terça-feira (10) pela Quacquarelli Symonds, aponta para uma piora generalizada no desempenho das universidades brasileiras no levantamento, que avalia o impacto social e ambiental das instituições. As três gaúchas incluídas na pesquisa tiveram queda de posições.
A mais bem colocada, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), passou do 427º lugar mundial para o 548º. Entre as brasileiras, ficou em oitavo. Sua nota mais baixa foi no indicador Sustentabilidade Ambiental, no qual a instituição alcançou nota 27, de um total de 100. Já a mais alta foi em Intercâmbio de Conhecimento, que avalia como as instituições fazem parcerias em pesquisa para compartilhar conhecimento e estimular o crescimento educacional.
Nesse indicador, a federal gaúcha obteve nota 97,6 e ficou com a 66ª melhor posição em todo o globo.
Décima quinta em nível nacional, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) caiu da 595ª para a 844ª colocação mundial. Assim como a UFRGS, seu pior desempenho foi em Sustentabilidade Ambiental, no qual ficou com nota 30,7. Já seu melhor score foi em Governança: 75,3. Nessa categoria, são considerados fatores relacionados a aspectos como ética, práticas de contratação, transparência e tomada de decisões.
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que na última edição do ranking estava entre as posições globais 1.451 e 1.500, agora está na colocação 1.501 ou mais. Assim como as outras federais gaúchas, a pelotense teve sua nota mais baixa em Sustentabilidade Ambiental, que ficou em 2, de um total de 100. Seu melhor desempenho foi em Intercâmbio de Conhecimento, com score 67,3.
Neste ano, cerca de 2 mil universidades de 106 países figuram no levantamento. A Universidade de Lund, na Suécia, conquistou o primeiro lugar. Entre as 200 melhores, apenas uma é latino-americana: a Universidade de São Paulo (USP), que ficou com a 90ª colocação. Das 37 brasileiras avaliadas, 26 apresentaram queda de desempenho, uma se manteve igual e 10 melhoraram. O país é o mais representado da América Latina.
A metodologia do Ranking Mundial de Universidades: Sustentabilidade 2025 baseia-se no desempenho das instituições em três categorias:
- Impacto ambiental (45% – agregando três perspectivas: sustentabilidade ambiental, educação ambiental e pesquisa ambiental)
- Impacto social (45% – agregando cinco perspectivas: igualdade, troca de conhecimento, impacto da educação, empregabilidade e resultados, saúde e bem-estar)
- Governança (10% – Considerando fatores relacionados à boa governança: ética, práticas de contratação, transparência, tomada de decisões etc.)
Confira as posições nacional e global das universidades brasileiras no ranking de 2026:
- USP – 90ª
- Unicamp – 208ª
- UFRJ – 277ª
- UFMG – 316ª
- UnB – 455ª
- UFSC – 467ª
- Unifesp – 542ª
- UFF – 548ª
- UFRGS – 548ª
- UFSCar – 709ª
- Unesp – 741ª
- UFPR – 768ª
- UFV – 774ª
- UFPE – 784ª
- UFSM – 844ª
- UFLA – 890ª
- UFU – 910ª
- UFRN – 951ª
- Unifei – 1.021 - 1030ª
- PUCRJ – 1.021 - 1030ª
- UEM – 1.071 - 1080ª
- PUCPR – 1.101ª - 1.150ª
- UFMS – 1.101ª - 1.150ª
- UEL – 1.151ª - 1.200ª
- UFBA – 1.201ª - 1.250ª
- UFABC – 1.251ª - 1.300ª
- FGV – 1.301ª - 1.400ª
- UFPA – 1.401ª - 1.500ª
- PUCMG – 1.501+
- Unifor – 1.501+
- UFPB – 1.501+
- UFPel – 1.501+
- Uerj – 1.501+
- UFG – 1.501+
- UFC – 1.501+
- UTFPR – 1.501+
- UFOP – 1.501+


