
As mudanças climáticas têm se tornado cada vez mais evidentes diante das temperaturas extremas registradas em diferentes regiões do planeta. Em 2024, foi registrado o ano mais quente da história, com temperatura média global 1,55ºC acima dos níveis pré-industriais (1850-1900), segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Os efeitos desse quadro, junto a outros fatores, já atingem diretamente a biodiversidade. No Brasil, 1.271 espécies da fauna estão ameaçadas de extinção, conforme dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
É nesse contexto que o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS apresenta a exposição “Extinção: passado, presente e futuro”. A mostra convida o público a compreender a história do planeta e a refletir sobre os rumos da vida na Terra, por meio de uma experiência imersiva e educativa que combina conhecimento e tecnologia.
Ao longo do percurso, são apresentadas as grandes crises que já provocaram o desaparecimento de diversas espécies ao longo de mais de 400 milhões de anos. Além de revisitar as cinco extinções em massa, a exposição também aborda o cenário atual, destacando a influência das atividades humanas na perda de biodiversidade e incentivando a reflexão sobre o futuro do planeta. Inaugurada na terça-feira (26), está aberta para visitação.
Conheça três motivos para visitar a exposição:
1. Tecnologia para todas as idades
Com 15 espaços distribuídos em mais de mil metros quadrados, a mostra une divulgação científica e tecnologia para tornar a experiência museológica mais interessante e didática. Há fósseis, esqueletos e projeções em tamanho real de animais extintos.
Também há jogos, projeções e recursos interativos que conectam ciência, tecnologia e educação de forma acessível e impactante. No painel “Gigantes à vista”, os visitantes podem comparar o tamanho de alguns dinossauros com o de uma pessoa ao interagir com um painel digital.
A coordenadora de Processos Museais do Museu da PUCRS, Simone Monteiro, ressalta o papel do museu na educação, na divulgação científica e na transformação social ao apresentar o conhecimento de forma positiva e lúdica.
— O museu desperta para as áreas das ciências. Abre caminhos. O jovem consegue “se ver” e aprender com isso. Porque a cultura tem esse poder de despertar aquilo que nos é sensível — afirma.
2. Incentivo a refletir sobre a vida
Cinco grandes extinções em massa marcaram os cerca de 3,5 bilhões de anos em que há vida na Terra. A última, no período Cretáceo, extinguiu os dinossauros não avianos após uma série de eventos, entre os quais o impacto de um asteroide que desencadeou catástrofes climáticas globais.
A fragilidade da existência é questionada na exposição. O curador Lucas Sgorla diz que assim como ocorreu com os dinossauros, muitas espécies atuais podem desaparecer devido, principalmente, à ação do ser humano no planeta.
— A gente é mais uma espécie entre todas. Não somos mais evoluídos, não existe uma mais evoluída. Somos só mais uma. E, assim como as outras espécies dependem de nós, também dependemos dessa harmonia com o meio ambiente — afirma.
3. Conscientização ambiental
A exposição apresenta o passado da vida na Terra, a atual condição ameaçada da natureza e questiona como será o futuro. Em meio às mudanças climáticas, perda de biodiversidade, poluição e degradação ambiental, Sgorla avalia que o Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS apresenta o papel do cidadão como agente social no mundo em constante mudança.
— Queremos passar a ideia de que determinadas ações humanas são nocivas ao meio ambiente e questionar como podemos mudar isso. Temos tempo para agir ainda. Embora alguns cientistas já digam que já passou da hora. O futuro é agora. Essa é a mensagem. O objetivo é que as pessoas sejam tocadas e, de alguma forma, possam mudar alguns hábitos.
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Preocupação global
Além da exposição "Extinção: passado, presente e futuro”, a PUCRS também investe em outras iniciativas pensadas para o futuro do planeta.
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) atua no desenvolvimento de pesquisas e soluções voltadas à preservação ambiental, sustentabilidade e enfrentamento das mudanças climáticas. É responsável por administrar a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pró-Mata, que possui mais de 3,1 mil hectares de área verde em São Francisco de Paula.
Dentro da instituição, o Núcleo de Sustentabilidade e Gestão Ambiental atua para reduzir impactos ambientais como gestão de resíduos e eficiência energética.
Já o Instituto em Simulação e Monitoramento para Assistência ao Indivíduo em Eventos Climáticos Extremos (INCT-SiM-AI) desenvolve tecnologias e pesquisas voltadas à prevenção, monitoramento e resposta a eventos climáticos extremos.

Serviço
- Data: a partir de 26 de maio
- Horário: terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos finais de semana, das 10h às 18h
- Onde: Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS (Av. Ipiranga, 6.681 – Prédio 40. Porto Alegre/RS)
- Ingressos: disponíveis no site
A mostra "Extinção” é uma iniciativa que faz parte do Plano Trianual de Atividades do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, financiado pela Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, com patrocínio Mantenedor Nubank; patrocínio Master Marcopolo; patrocínio de Ultra, Ultragaz, Ipiranga, Instituto Unimed Porto Alegre, Unimed Porto Alegre e Statkraft; apoio de Grupo Ferrarin, Agrofel, Rio Grande Seguros e Previdência, Icatu, Stihl e Farmácias São João; e realização do Museu de Ciências e Tecnologia




