
Em reunião sobre tarifaço, ministros brasileiros destacaram, ao representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, que consideram "injusto" e "discriminatório" o tratamento aplicado pelo país norte-americano ao Brasil.
Em nota o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou que o "governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio".
No entanto, os ministros Mauro Vieira (Itamaraty) e Márcio Elias Rosa (MDIC) destacaram que o Brasil está aberto à negociação das tarifas.
Segundo a comunicação, os representantes dos países concordaram em voltar a se reunir em nível ministerial para revisar o "progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas".
Por fim, a nota diz que as próximas reuniões podem ser virtuais ou presenciais e que o governo federal seguirá "perseguindo um acordo equilibrado e mutuamente benéfico com os EUA, pautando-se sempre pelo respeito ao diálogo e à soberania nacional".
Confira a nota completa dos ministérios
"Como consequência das conversas mantidas pelos Presidentes Lula e Donald Trump, os Ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reuniram-se, de maneira virtual, na tarde de hoje, com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, com o intuito de avançar nas negociações em torno de duas decisões recentes daquele país em aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O lado brasileiro reafirmou estar aberto ao diálogo com as autoridades norte-americanos, em linha com os históricos laços de amizade e de comércio mutuamente benéfico que marcam as relações entre os dois países.
Os Ministros reiteraram, ademais, que o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o País, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio. Uma vez mais, indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil.
As partes concordaram em voltar a reunir-se em nível ministerial, em data oportuna, a fim de revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas. Admitiu-se, ainda, que as próximas reuniões sejam virtuais ou presenciais.
O governo brasileiro reitera que seguirá perseguindo um acordo equilibrado e mutuamente benéfico com os EUA, pautando-se sempre pelo respeito ao diálogo e à soberania nacional."

