
A nova sobretaxa de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos vai atingir em cheio o comércio exterior do Rio Grande do Sul. Segundo levantamento técnico da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), a barreira alfandegária impactará diretamente quase metade das vendas gaúchas (48,2%) ao mercado norte-americano, que é o segundo principal destino das exportações do Estado.
Ao somar a nova alíquota às restrições setoriais que já vigoravam para o aço e alumínio (sob a Seção 232), 85,1% de tudo o que o Rio Grande do Sul vende aos EUA passará a sofrer algum tipo de taxação extra.
A decisão final do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) incluiu poucas concessões ao Brasil. Apenas 2% do volume financeiro exportado pelo RS conseguiu escapar da nova tarifa — com isenções restritas a nichos muito específicos, como alguns tipos de pescados e itens de couro.
Perda de competitividade global
O presidente da Fiergs, Claudio Bier, avalia que o aumento do custo de acesso ao mercado americano coloca as empresas gaúchas em severa desvantagem frente a concorrentes internacionais.
— A tarifa de 25% coloca o Brasil entre os países com maior custo de acesso ao mercado norte-americano, atrás apenas da China — analisa Claudio Bier.
Os setores produtivos gaúchos mais expostos
- Máquinas e equipamentos
- Calçados e metalurgia
- Equipamentos elétricos, móveis e tabaco
Cronograma de transição
- 22 de julho de 2026: início da vigência da nova tarifa de 25%.
- 29 de julho de 2026: prazo limite para a entrada de mercadorias isentas nos EUA, desde que o embarque tenha ocorrido antes da data de início da vigência.